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Por que é preciso se revacinar contra o sarampo em cidades de SP?

O aumento de casos de sarampo em São Paulo levou as autoridades de saúde a adotarem uma estratégia excepcional para conter a circulação do vírus. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), o Estado já confirmou 16 casos da doença em 2026: 13 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Em nota, a SES-SP informou que, até o momento, 77,5% da população recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral e 65,5%, a segunda. O número está abaixo da cobertura vacinal recomendada, que é de 95% para cada aplicação.

Diante desse cenário, a secretaria ampliou a oferta da vacina tríplice viral nos três municípios com registros da doença. A medida integra as ações de enfrentamento ao sarampo e ocorre paralelamente à Campanha Nacional de Multivacinação, iniciada nesta segunda-feira, 3.

Quem deve se vacinar

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacina tríplice viral será oferecida a todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal.

Segundo a vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Melissa Palmieri, a medida é necessária diante do cenário epidemiológico atual e busca ampliar rapidamente a proteção da população.

“É uma operação de guerra contra a circulação do vírus em locais onde tem se detectado circulação”, diz. Melissa afirma que a revacinação é recomendada mesmo para pessoas vacinadas recentemente contra o sarampo e vale para qualquer morador dessas cidades que se encaixe na faixa etária.

E quem não mora, mas trabalha nessas cidade?

A orientação de revacinação também vale para pessoas que moram em outros municípios, mas circulam diariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo para trabalhar ou estudar.

Nesses casos, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e informar que frequenta uma das cidades contempladas para receber a dose recomendada.

Gestantes devem se revacinar?

Não. Gestantes e pessoas imunossuprimidas não devem receber a dose adicional da tríplice viral.

Por que a estratégia não engloba idosos?

Segundo Melissa, a revacinação não é recomendada para pessoas com 60 anos ou mais porque a maior parte dessa população provavelmente já teve contato com o vírus ao longo da vida, antes da ampla disponibilidade da vacina. Nesses casos, o organismo já desenvolveu anticorpos contra o vírus.

Importância da dose extra

A vacina contra o sarampo continua sendo altamente eficaz e as duas doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação seguem oferecendo proteção duradoura. No entanto, em situações de risco epidemiológico, como a circulação do vírus em determinadas regiões, uma dose adicional pode ser indicada para ampliar a proteção da população.

Segundo Melissa, o alerta também está relacionado ao cenário internacional. Países como Estados Unidos, Canadá, México e diversas nações europeias registraram aumento de casos nos últimos meses.

“Diariamente, com a globalização e a movimentação de pessoas, nós temos o risco de reintrodução do vírus no País. Por isso, é importante que a população atenda a esse chamamento para vacinação”, destaca.

Multivacinação começa em todo o País

A estratégia de vacinação contra o sarampo ocorre paralelamente à Campanha Nacional de Multivacinação, que começou nesta segunda-feira, 3, e segue até 1º de setembro. O Dia D de mobilização está marcado para 22 de agosto, sábado, quando os postos de saúde abrirão para ampliar o acesso da população às vacinas.

A campanha tem como foco crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A proposta é atualizar a caderneta de vacinação, identificar doses em atraso e fortalecer a proteção contra doenças imunopreveníveis, reduzindo o risco de reintrodução de enfermidades como o sarampo e a poliomielite.

Em todo o País, estarão disponíveis vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, entre elas os imunizantes contra sarampo, poliomielite, hepatites A e B, influenza, covid-19, febre amarela, varicela, HPV, meningites e doenças pneumocócicas. Antes da aplicação, os profissionais de saúde irão avaliar a caderneta de vacinação para identificar quais doses ainda precisam ser administradas.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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