Gianni Infantino, presidente da Fifa, se pronunciou pela primeira vez após a polêmica envolvendo o árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada pelos Estados Unidos para trabalhar durante a Copa do Mundo 2026. Em entrevista coletiva na Cidade do México nesta quarta-feira, 10, na véspera da abertura do Mundial, o mandatário lamentou a situação, mas disse que a entidade que governa o futebol mundial não tem poder para intervir em questões migratórias do governo americano.
“É uma pena o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália, mas você não consegue controlar tudo. Nós tentamos conversar e resolver. Às vezes, começar a gritar tem um efeito contrário. Nós sempre tentamos achar soluções, mas temos de respeitar que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva. Queremos unir o mundo e se posso pedir uma coisa. Podem me criticar, mas promovam a unidade da Copa do Mundo”, disparou.
Durante a coletiva, Infantino também foi questionado sobre os problemas relacionados a migração envolvendo o Irã, que vive um conflito com os Estados Unidos, uma das sedes do Mundial, e Israel. A delegação iraniana chegou no último fim de semana ao México, que será a base do país do Oriente Médio na Copa. Os iranianos estreiam no Mundial contra a Nova Zelândia na próxima segunda-feira, 15.
A princípio, a equipe ficaria na cidade de Tucson, nos Estados Unidos, mas a estrutura foi transferida para Tijuana, na fronteira mexicana, após mediação da Fifa. Além da mudança na logística, pedidos de visto foram negados a 14 integrantes da delegação iraniana para entrar nos Estados Unidos, bem como torcedores com ingressos revogados.
Nesta quarta, Infantino voltou a confirmar a participação do país do Oriente Médio e recordou sua atuação para garantir a presença dos iranianos no Mundial. “Estou muito feliz porque eu mesmo fui visitar a equipe do Irã na Turquia e na Itália. Quando diziam que seria impossível o Irã jogar a Copa, respondi e prometi que viriam”, finalizou.


