O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021, entrou em seu oitavo dia nesta segunda-feira (1º). A sessão acontece no Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e já é considerada a mais longa dos últimos 18 anos na Justiça fluminense.
Nesta etapa do processo, estão sendo ouvidas as testemunhas de defesa de Monique Medeiros. Na sequência, serão convocadas as testemunhas indicadas pela defesa de Jairinho. Cada um dos réus apresentou sete testemunhas. Após essa fase, os próprios acusados deverão prestar depoimento.
Entre os relatos apresentados no domingo, destacou-se o da babá de Henry, Thayná Ferreira. Durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, ela apresentou versões diferentes sobre os fatos e afirmou ter sido pressionada por Monique para apagar mensagens e fornecer informações falsas durante a apuração do caso.
Antes de iniciar seu depoimento formal no tribunal, Thayná informou à juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pela condução do júri, que pretendia corrigir declarações contraditórias feitas anteriormente.
A babá relatou que presenciou três ocasiões em que Jairinho levou Henry para um quarto e fechou a porta, situação que lhe despertou suspeitas sobre possíveis agressões ao menino. Segundo ela, todos esses episódios foram comunicados à mãe da criança.
Thayná também afirmou que, no dia seguinte ao sepultamento de Henry, foi levada por um assessor de Jairinho, juntamente com a empregada doméstica Leila Rosângela, a um escritório de advocacia. No local, estavam Monique, advogados e assessores ligados ao ex-vereador.
De acordo com a testemunha, durante o encontro ela recebeu orientações sobre o que deveria dizer a uma jornalista que estava presente e também sobre o conteúdo de seu depoimento à polícia.
Jairinho responde pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de coação no curso do processo.





