O sistema financeiro da Itália permanece amplamente sólido, com supervisão robusta e bancos demonstrando resiliência sob cenários adversos severos. Mas o país precisa executar reformas estruturais ambiciosas para elevar a produtividade e o crescimento de médio prazo, que também ajudariam na consolidação fiscal. Essa é uma das conclusões do Fundo Monetário Internacional após avaliação do programa do setor financeiro italiano.
No relatório divulgado nesta sexta-feira, 24, o FMI traça que as prioridades devem incluir a redução de barreiras regulatórias, a melhora da eficiência do Judiciário e o aprofundamento dos mercados de capitais para fomentar inovação e capital de risco.
“Enfrentar pressões relacionadas ao envelhecimento requer aumentar a oferta de trabalho e aprimorar habilidades por meio de educação e treinamento reforçados e melhores transições da escola para o trabalho”, diz o FMI.
O staff do fundo reconhece que a consolidação fiscal continuou avançando, com o superávit primário se fortalecendo ainda mais. No entanto, a dívida pública permanece alta demais e vulnerável a choques de juros e de crescimento, constata o fundo.
Em meio ao aumento dos preços globais de energia, a inflação doméstica acelerou, refletindo a dependência da Itália de combustíveis fósseis importados. Além disso, os spreads soberanos, que haviam atingido mínimas de vários anos antes da guerra, voltaram a apresentar volatilidade, embora o aumento líquido dos spreads desde o fim de fevereiro tenha permanecido moderado.
O crescimento do país deve ser de 0,5% neste ano e em 2027, prevê o FMI. No médio prazo, o rápido envelhecimento da população e o crescimento persistentemente fraco da produtividade devem continuar restringindo o crescimento.


