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FBI investiga Argentina nos Estados Unidos em meio a boa campanha na Copa do Mundo

A Associação de Futebol Argentino (AFA), responsável por gerir o futebol da atual campeã da Copa do Mundo, virou alvo do FBI nesta semana por possíveis irregularidades no sistema financeiro dos Estados Unidos e movimentações de centenas de milhões de dólares. Os crimes investigados podem envolver lavagem de dinheiro ou fraude.

A informação é do jornal local “La Nación”, que fiscaliza a atuação dos dirigentes em território norte-americano desde 2024, bem antes do início da edição de 2026 do maior torneio do futebol. Nesta semana, promotores e agentes do departamento de investigação teriam captado documentos sobre operações da AFA e iniciado a apuração.

De acordo com o veículo argentino, eles estariam analisando transações ligadas à gestão de Claudio Tapia, presidente da entidade sul-americana, e de uma empresa chamada TourProdEnter LLC, responsável pela gestão dos contratos comerciais da associação.

Essa empresa servia como elo de arrecadação para vínculos internacionais da AFA e já teria, por exemplo, canalizado quantias milionárias de marcas como Adidas e Warner – US$ 60 milhões e US$ 40 milhões (R$ 309,2 milhões e R$ 206,2 milhões), respectivamente.

Documentos obtidos pelo jornal indicam que movimentações da TourProdEnter LLC foram feitas por meio de contas em cinco grandes bancos dos Estados Unidos, são eles: Bank of America, Citibank, JP Morgan, PNC Bank e Synovus. O valor administrado nesses registros ultrapassaria os US$ 260 milhões em receitas da AFA, mas grande parte desses recursos (US$ 57 milhões) teriam sido distribuídos para beneficiários sem justificativa econômica para tal.

Algumas dessas entidades eram controladas por indíviduos que recebiam benefícios sociais e moravam em lugares nobres, como Bariloche. Ainda, outras duas empresas ligadas a Pablo Tovigginio, tesoureiro da AFA e de um “guia espiritual” da seleção argentina também apareceriam nos documentos.

Entre as possíveis testemunhas, estão ex-integrantes do governo de Javier Milei, que, de acordo com o La Nación, tiveram acesso a “informações sensíveis” sobre a AFA ou supervisionado movimentações nos últimos anos.

A investigação preliminar começou em 2025 e não há nenhuma condenação até o momento. Representantes da AFA nos Estados Unidos já estão cientes do caso e pediram respeito à presunção de inocência. “Medidas investigativas por si só não determinam responsabilidade ou culpa”, disse Tomás Regalado, embaixador da Associação, conforme relatado pelo jornal.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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