O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira, 21, que há “uma tentativa clara de tentar impedir os avanços da campanha do presidente Lula no Brasil” por parte das plataformas digitais, em especial as da Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp.
O ministro afirmou que a campanha de Lula vai protocolar nesta quarta uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A ação tem como base a atuação da Meta no Brasil durante a campanha eleitoral.
“Nós estamos em um empate, uma eleição empatada. Está evidente que isso é uma tentativa de interferência das redes sociais, vocês estão acompanhando o volume de movimentação nas ruas do povo brasileiro, e uma movimentação nas redes também, é uma tentativa clara de tentar impedir os avanços da campanha do presidente Lula no Brasil”, disse, em entrevista a jornalistas nesta quarta. “O que nós queremos é discutir o futuro do Brasil. Nós queremos discutir a vida do povo brasileiro.”
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também criticou a Meta. Ele afirmou que o caso envolvendo a big tech “é um motivo de grande preocupação para nós e no mundo democrático”. Falou que esse é um tema global, da possível interferência de big techs em eleições em todo o mundo, e que “nós não vamos aceitar esse tipo de coisa”.




