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USP anuncia pacote de R$ 50 milhões para modernizar Hospital Universitário

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou um investimento de R$ 50 milhões no Hospital Universitário (HU), em um pacote de obras e aquisição de equipamentos voltado à modernização da infraestrutura da unidade.

O anúncio ocorre após anos de reclamações sobre as condições do hospital, que recentemente enfrentou problemas como um rompimento de tubulação, além de reivindicações de estudantes por recomposição do quadro de funcionários e ampliação da capacidade de atendimento.

Segundo a universidade, os recursos serão destinados principalmente à modernização da Unidade de Urgência e Emergência Referenciada e ao aprimoramento da qualidade assistencial no Centro Cirúrgico, no Centro Obstétrico, no Serviço de Anatomia Patológica e nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e de Adultos.

O investimento também prevê melhorias na infraestrutura e a aquisição de equipamentos para os setores de atendimento adulto, infantil e obstétrico.

A USP afirmou que o projeto responde a uma necessidade acumulada ao longo de décadas. Inaugurado em 1981, o Hospital Universitário, segundo a instituição, “demanda investimento contínuo em sua infraestrutura, em razão do envelhecimento natural de suas instalações e da evolução das exigências técnicas, sanitárias e assistenciais.”

O anúncio foi feito poucos dias após um novo problema estrutural no hospital. Na última semana, segundo a Associação dos Docentes da USP (Adusp), o rompimento de uma tubulação da rede de água fria interrompeu o abastecimento de água em toda a unidade por algumas horas. A entidade afirmou que o episódio “evidencia as consequências do desmonte” enfrentado pelo hospital desde a gestão da Reitoria entre 2014 e 2018.

As condições do HU também estiveram entre as reivindicações de estudantes da Faculdade de Medicina da USP que aderiram à greve em 2025. À época, os alunos defenderam a recomposição do quadro de funcionários da unidade e afirmaram que a redução de servidores ao longo dos últimos anos provocou o fechamento de leitos, diminuição da capacidade de atendimento e sobrecarga das equipes.

Demandas semelhantes já haviam sido apresentadas durante a paralisação estudantil de 2023. Além da reposição de docentes na universidade, estudantes da Faculdade de Medicina incluíram na pauta a contratação de mais funcionários e a ampliação do número de leitos do Hospital Universitário, considerado referência em atendimento na zona oeste da capital paulista.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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