O banco Monte dei Paschi di Siena lançou ofertas de aquisição integralmente em ações por suas concorrentes italianas Banco BPM e Banca Generali, em uma operação avaliada em 34,02 bilhões de euros, enquanto tenta se defender de uma investida da Intesa Sanpaolo.
O banco, considerado o mais antigo do mundo ainda em funcionamento, informou nesta sexta-feira (21) que pretende comprar até 1,52 bilhão de ações do Banco BPM, oferecendo 1,567 ação do Monte Paschi para cada papel do BPM. Para a Banca Generali, a proposta é de 6,958 ações do Monte Paschi por ação.
Com isso, as ofertas avaliam o Banco BPM em 25,3 bilhões de euros e a Banca Generali em 8,72 bilhões de euros.
O Monte Paschi afirmou que o preço oferecido pelo Banco BPM implica, ao valor de mercado, uma combinação entre iguais. Já a proposta pela Banca Generali embute prêmio de 10% sobre o fechamento de quarta-feira.
Segundo o Monte Paschi, o objetivo é criar uma plataforma com presença em banco, assessoria e gestão de patrimônio, com mais de 810 bilhões de euros em ativos financeiros totais.
O movimento ocorre em meio à tentativa do Monte Paschi de barrar uma oferta de aquisição em dinheiro e ações lançada em junho pela rival Intesa Sanpaolo.
No início do mês, o Monte Paschi disse avaliar alternativas para preservar a independência, depois de o CEO Luigi Lovaglio manifestar preocupações com o preço oferecido pela Intesa e com outros riscos.
A investida da Intesa acionou a “regra de passividade” na Itália, segundo a qual Lovaglio precisará do apoio de dois terços dos votos dos acionistas para avançar com seu plano.
O Monte Paschi afirmou que convocará assembleia em 29 de outubro para submeter aos acionistas a aprovação das aquisições.
Para o sucesso das ofertas, o banco também terá de convencer os investidores do Banco BPM e da Banca Generali. Entre eles estão o francês Crédit Agricole, que detém quase 30% do Banco BPM, e a seguradora italiana Assicurazioni Generali, controladora da Banca Generali.
O Monte Paschi projeta sinergias anuais recorrentes de cerca de 2,6 bilhões de euros, incluindo 800 milhões de euros com a integração da Mediobanca, em linha com a orientação já divulgada.
O banco também anunciou que fará uma distribuição extraordinária de 4 bilhões de euros aos acionistas, sendo 1 bilhão de euros em dinheiro e 3 bilhões de euros em ações da Assicurazioni Generali, o equivalente a cerca de 4,5% do capital da seguradora.
Recentemente, Lovaglio afirmou que a participação de 13,3% do banco na Assicurazioni Generali era “boa de ter”, mas reconheceu que o ativo vem atraindo o interesse de diversos participantes do mercado.
Com as operações, o grupo ampliado se tornaria o terceiro maior da Itália em ativos totais, com balanço pro forma de cerca de 466 bilhões de euros, segundo o Monte Paschi.
O banco estima que as propostas elevem o lucro por ação em cerca de 11% em 2028 e disse esperar concluir as ofertas até meados de fevereiro. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


