No último teste antes da estreia na Copa do Mundo, o Brasil derrotou o Egito neste sábado, por 2 a 1, em amistoso disputado em Cleveland, nos Estados Unidos. Bruno Guimarães e Endrick marcaram pela seleção e Zico fez o gol do combinado africano. A nota triste fica por conta da lesão do lateral-direito Wesley, que deixou a partida ainda no primeiro tempo.
Diante de um adversário notavelmente melhor do que o modesto Panamá, a seleção brasileira teve mais posse de bola e teve mérito na estratégia de sufocar o adversário no campo de defesa para buscar os gols da vitória. O time do técnico Carlo Ancelotti criou o suficiente para abrir boa vantagem no placar ainda no primeiro tempo, mas pecou pela falta de efetividade na frente e acabou sendo castigado em erro de Marquinhos, mas foi seguro defensivamente.
Assim como foi no amistoso contra os caribenhos, Ancelotti mudou praticamente o time inteiro no intervalo e os reservas demonstraram a “fome” habitual para buscar a vitória após o empate no primeiro tempo. A expectativa de um time com três meias em vez dos quatro atacantes ficou só no papel, porque, na prática, Lucas Paquetá jogou aberto pelo lado direito, bem próximo ao trio do setor ofensivo.
DESTAQUES DA PARTIDA
Demonstrando estar totalmente recuperado da lesão no tornozelo que o tirou da reta final da temporada europeia, Bruno Guimarães foi o motor da seleção no primeiro tempo. Mais avançado do que Casemiro, ele teve qualidade para pisar na área e abrir o placar da partida, além de fazer ótimos passes que não foram aproveitados pelos companheiros na etapa inicial.
Surpresa na escalação de Ancelotti, o zagueiro Ibañez iniciou a partida de maneira tímida, mas ao longo do primeiro tempo ganhou praticamente todos os duelos e foi providencial para aliviar em momentos perigosos.
Outro que merece destaque é Endrick. Com comente 19 anos, o atacante revelado no Palmeiras mostrou que tem estrela e marcou com poucos minutos em campo. O jogador do Lyon foi bastante participativo na etapa final e mostrou que pode brigar pela titularidade.
ESTREIA NA COPA À VISTA
A próxima vez em que a seleção entrar em campo já será pela Copa do Mundo. A estreia será no próximo sábado, dia 13 de junho, contra o Marrocos, às 19h, em Nova Jersey. O Brasil encara ainda o Haiti, dia 19, e Escócia, 24, na fase de grupos
Já o Egito vai fazer o seu primeiro jogo na Copa em 15 de junho, contra a Bélgica. O combinado africano enfrenta na sequência a Nova Zelândia, no dia 21, e o Irã, no dia 27.
A partida começou em ritmo frenético, com ambas as equipes chegando ao ataque com perigo logos nos primeiros instantes de partida. Aos seis minutos do primeiro tempo, Bruno Guimarães aproveitou o “cochilo” da defesa adversária para desarmar o volante Lashin e bater colocado para abrir o placar para o Brasil.
A seleção mal ficou à frente do marcador e viu Zico, cujo nome é uma homenagem ao ídolo flamenguista, empatar, aos dez, depois de receber um presente de Marquinhos, que errou ao tentar recuar para o goleiro Alisson.
Aos 15 minutos, o lateral-direito Wesley recebeu atendimento médico após reclamar de um problema na virilha do lado esquerdo. Ele foi substituído por Danilo e chorou bastante no banco de reservas, recebendo o apoio dos companheiros.
O Brasil teve ao menos quatro chances para ampliar o placar ainda na etapa inicial, mas não foi efetivo. Aos 25 minutos, Vini Jr. ganhou do zagueiro na corrida e tocou na saída do goleiro Shobeir, que fez boa defesa. Raphinha levou a melhor em jogada individual e assustou com chute cruzado, aos 32. Já o centroavante Igor Thiago parou no goleiro egípcio, aos 37, e menos de cinco minutos depois, aos 41, se enrolou com a bola foi travado na hora do chute, com a defesa adversária tirando a bola quase em cima da linha.
Ancelotti mudou o time inteiro na volta do intervalo, com exceção de Douglas Santos e Raphinha. A dupla foi determinante para o segundo gol brasileiro: o lateral, junto de Matheus Cunha, pressionou a defesa adversária e a bola ficou com Raphinha, que entrou na área e cruzou rasteiro para Endrick marcar, aos sete minutos do segundo tempo.
Após o gol, o Brasil diminuiu a rotação e demorou a levar perigo. O Egito, que ficou boa parte do tempo atrás da linha bola, assustou em forte chute cruzado de Fatouh, obrigado Weverton a fazer boa defesa. Ancelotti precisou dar um puxão de orelha no time à beira do gramado para pedir mais ímpeto da seleção.
O Brasil continuou rondando a área a adversária, mas a atuação discreta da maioria dos jogadores que saíram do banco impediram um resultado melhor.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 1 EGITO
BRASIL: Alisson (Weverton); Wesley (Danilo), Marquinhos (Bremer), Ibañez (Léo Pereira) e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Lucas Paquetá (Luiz Henrique); Raphinha (Gabriel Martinelli), Igor Thiago (Endrick) e Vini Jr. (Matheus Cunha). Técnico: Carlo Ancelotti.
EGITO: Shobeir; Hany (Tarek Alaa), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez); Lashin (Ashour), Attia (Zizo); Trézéguet (Abdelmonem), Zico (Adel) e Hassan (Salah); Marmoush (Abdelkarim). Técnico: Hossam Hassan.
GOLS: Bruno Guimarães, aos 6, e Zico, aos 10 do primeiro tempo; Endrick, aos 7.
CARTÕES AMARELOS: Marquinhos (Brasil); Hany (Egito).
ÁRBITRO: Adonai Escobedo (Fifa/MEX).
PÚBLICO: 64.311 presentes.
RENDA: Não disponível.
LOCAL: Huntington Park Field, em Cleveland (Estados Unidos)


