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Matheus Cunha: ‘A responsabilidade do Brasil é sempre ganhar a Copa do Mundo’

Matheus Cunha não se acanha quando perguntado se a seleção brasileira tem a obrigação de ganhar a Copa do Mundo. A resposta é sim. O Brasil enfrenta a Noruega no domingo, pelas oitavas de final da competição. A partida será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

“A responsabilidade do Brasil sempre é ganhar a Copa do Mundo, por toda a história que a seleção construiu. Os jogadores do passado são nossos grandes ídolos. Não faz sentido querer ser maior do que eles. O nosso caminho é construir a nossa própria história”, disse Cunha.

Segundo o atacante, a seleção busca seguir o exemplo das gerações campeãs, mas sem criar comparações internas entre elencos ou épocas. “Tenho certeza de que ninguém faz esse tipo de comparação internamente. Queremos atingir os mesmos objetivos que eles alcançaram”, afirmou.

Matheus Cunha se firmou como titular da seleção brasileira na função de falso 9, posição da qual diz gostar. Ele também exerce papel importante na recomposição defensiva, uma exigência para praticamente todo o elenco, com exceção de Vinícius Júnior.

“Cada jogo tem um enfoque diferente. As formações mudam bastante durante a partida, então é preciso flutuar muito. Contra a Noruega, por exemplo, vimos nos vídeos que Odegaard atua como meia e muda bastante de posição conforme o jogo. Também preciso estar preparado para me adaptar. Em alguns momentos o treinador pede para eu circular mais por dentro e criar jogadas; em outros, abrir mais o campo. Tudo depende da necessidade da partida”, afirmou o jogador de 27 anos.

Atualmente no Manchester United, Matheus Cunha enfrenta Haaland com frequência na Premier League e conhece bem o principal jogador da seleção norueguesa e um dos principais atacantes do mundo.

“O Haaland é um grande jogador. Acompanho a carreira dele desde o Borussia Dortmund e já tive outras oportunidades de enfrentá-lo. Temos um relacionamento saudável, sempre nos cumprimentamos depois dos jogos. Mas, dentro da seleção da Noruega, ele é uma arma muito forte e exige atenção de todos”, disse.

A preocupação da comissão técnica também passa pela força da Noruega nas bolas paradas, tema que recebeu atenção especial durante os treinamentos.

“A responsabilidade na marcação vai ser muito grande. Boa parte do nosso treino foi dedicada a organizar a defesa, porque a Noruega tem uma arma muito forte na bola parada. Sabemos como isso é importante e estamos ajustados para, se Deus quiser, terminar o jogo sem sofrer gols”, afirmou.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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