O senador e candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, se comprometeu nesta terça-feira, 4, com a proposta de promover um “tesouraço” na máquina pública brasileira, com redução da carga tributária e desburocratização.
Entre as medidas que contemplam essa ideia, ele disse que poderia citar nominalmente a proposta de voltar a zerar o imposto sobre a exportação de petróleo e de reduzir a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para níveis próximos ao de 2022.
“Esse atual governo – a mentalidade comunista é um problema, é um perigo para o nosso país – implementou uma alíquota de 12% de imposto de exportação do nosso petróleo, para supostamente proteger o Brasil da guerra do Oriente Médio. A consequência disso é, obviamente, uma redução da produção de petróleo no nosso país, um risco de desabastecimento. Então, vou zerar esse imposto”, destacou.
Sobre o IOF, ele disse que a alíquota atual encarece o crédito e dificulta pessoas inadimplentes a voltarem à inadimplência.
Flávio Bolsonaro também se comprometeu a rever o atual arcabouço fiscal, que ele chamou de “calabouço fiscal”. “Foi feito ali para enganar, ou para servir de desculpas, para que muitas pessoas acreditassem que esse atual governo teria algum compromisso com a responsabilidade fiscal”, relembrou.
Ele também relembrou que, no governo do seu pai, Jair Bolsonaro, foram extintos cerca de 20 mil cargos comissionados. “Coincidentemente, esse atual governo criou 22 mil cargos em comissão”, disse Flávio Bolsonaro, acrescentando que ele também pretende reduzir o número de ministérios.
As declarações foram dadas durante sabatina organizada pela empresa G4 e pelo portal O Antagonista, em São Paulo, com candidatos à Presidência da República. Participaram do evento, além de Flávio, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o influenciador Renan Santos (Missão). Lula foi convidado, mas não respondeu.


