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Com disparada do petróleo, lucro da Petrobras registra alta de 96,8%

A Petrobras fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e 60,6% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior, informou a companhia ontem. O lucro líquido no primeiro semestre havia avançado 37,6% ante um ano antes, para R$ 85,1 bilhões.

A receita de vendas no período subiu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões, frente ao segundo trimestre de 2025, e 37,1% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou cerca de 0,84% abaixo do recorde registrado no segundo trimestre de 2022 (R$ 170, 9 bilhões).

O Ebitda, que mede a capacidade de geração de caixa, teve alta de 79,6% ante o mesmo trimestre de 2025 e avanço de 57,3% em relação ao primeiro trimestre de 2026, para R$ 93,8 bilhões.

Na nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, destacou que o aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao preço mais alto do petróleo Brent – por causa dos conflitos no Oriente Médio -, fortaleceu a geração de caixa da companhia. “Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras.”

A dívida líquida da empresa subiu para US$ 60,3 bilhões, valor 3,1% superior ao do segundo trimestre de 2025. Já os investimentos somaram US$ 5,3 bilhões, aumento de 3,8% em comparação com o primeiro trimestre e 19,6% um ano antes.

A Petrobras destaca que houve recorde de utilização das refinarias, com fator de utilização (FUT) de 101,2%, elevando em 5,6% a produção de derivados em relação ao trimestre anterior. A produção própria de óleo no Brasil atingiu 2,7 milhões de barris por dia (bpd), 15% superior ao segundo trimestre de 2025.

“O aumento da eficiência operacional dos ativos de 3,1% permitiu a adição de 70 mil barris por dia na comparação anual. Mantivemos forte desempenho operacional, com o avanço do ramp-up dos sistemas, a entrada em operação da (plataforma) P-79 e ganhos de eficiência. Como resultado da nossa performance operacional, alcançamos um Ebitda ajustado de R$ 100,6 bilhões e lucro líquido de R$ 55,8 bilhões”, destaca a companhia.
A empresa informa ainda que a receita com exportações no segundo trimestre somou R$ 63,8 bilhões, alta de 98,5% sobre um ano antes e 59,7% maior frente ao primeiro trimestre.

DIVIDENDOS

A empresa também aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação relativa ao exercício de 2026. O valor equivale a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação.

Segundo a companhia, a distribuição está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo definido no plano estratégico, observadas as demais condições.

Para ações negociadas na B3, a data-base será 21 de agosto de 2026, com os papéis passando a ser negociados “ex-direitos” (sem direito a proventos) a partir de 24 de agosto. O pagamento será feito em duas parcelas: a primeira, de R$ 0,67407131 por ação, em 23 de novembro de 2026, integralmente como Juros sobre Capital Próprio (JCP); e a segunda, também de R$ 0,67407131 por ação, em 21 de dezembro de 2026, sendo R$ 0,47156696 em dividendos e R$ 0,20250435 em JCP.

Para detentores de American Depositary Receipts (ADRs) na Bolsa de Nova York, a data de referência será 25 de agosto de 2026, com pagamentos da primeira e da segunda parcelas a partir de 1.º de dezembro e de 29 de dezembro de 2026, respectivamente.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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