O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira, 29, que tem obsessão em fazer com que o governo gaste menos e melhor para que juros possam cair. Ele concedeu entrevista a Rádio Capital FM, de Mato Grosso do Sul.
“Isso é uma obsessão. Nós precisamos melhorar a condição fiscal, fazer com que o governo gaste menos e melhor, para que a gente consiga equilibrar a taxa de juros do futuro”, disse.
Ele afirmou ainda que a inflação será a menor em um mandato presidencial, mas admitiu que isso não quer dizer que a vida está fácil para as pessoas. O ministro também citou que os empregos aumentaram e de muitas pessoas que saíram de programas como o Bolsa Família que, segundo ele, diminuiu durante o governo Lula depois de ter crescido na gestão de Jair Bolsonaro.
Sobre o grande número de pedidos de recuperação judicial no País, ele declarou que parte disso é uma indústria que faz mal ao Brasil. “Porque a gente tem uma indústria de recuperação judicial de empresas. É abuso da forma. Empresas que, muitas vezes, são criadas, já pensadas para fazer recuperação judicial”, criticou.
Contas em dia
Na entrevista, Durigan também afirmou que vai fechar o ano com as contas em dia e, com sorte, terá superávit. “Em 2024, zeramos o déficit. Nesse ano, nós não fizemos o déficit zerado. Com alguma sorte, fazemos um superávit. Mas a conta está em ordem. A conta do Tesouro vai fechar em ordem no fim do ano”, afirmou.
Ele lembrou que o governo tem cerca de R$ 17 bilhões bloqueados do Orçamento para dizer que o Executivo precisa dar exemplo. Segundo ele, o Orçamento de 2027 virá com tudo que tem que cortar apontado, mesmo em ano eleitoral.
“O orçamento do próximo ano, ele vem direitinho. Com tudo que tem que cortar, com tudo que tem que cobrar lá dentro. O próximo governo vai ter condição melhor de seguir fechando contas, diminuindo as taxas de juros”, completou.
Durigan disse ainda que terá agenda repleta em Mato Grosso do Sul nesta quinta e sexta-feira (dias 30 e 31).


