As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 27, com os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã assim como as expectativas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira em destaque. No setor de tecnologia, os gastos com inteligência artificial (IA) e os desenvolvimentos chineses se somaram às preocupações.
O Dow Jones fechou em alta de 0,51%, aos 52.210,08 pontos. O S&P 500 subiu 0,02%, aos 7.413,18 pontos. E o Nasdaq teve recuo de 0,18%, encerrando em 24.932,08 pontos.
O setor de chips contou com importantes quedas como Nvidia (-4,99), AMD (-5,2%) e Micron (-2,3%). O The Information indicou que uma empresa chinesa prepara a produção doméstica de máquinas de litografia DUV, elevando temores sobre concorrência. As empresas também sofreram pressão após a estreia das ações da fabricante chinesa de chips de memória ChangXin Memory Technologies (CXMT) em Xangai.
Quatro gigantes da tecnologia – Microsoft, Amazon, Meta e Apple – revelarão seu desempenho no segundo trimestre, mas, o mais importante, atualizarão os investidores sobre seus planos de gastos.
“Vale lembrar que os investidores estão cada vez mais desconfortáveis com os gastos em IA das empresas de nuvem à medida que seu fluxo de caixa livre evapora, as forçando a buscar financiamento adicional por meio da venda de ações e títulos em um cenário de expectativas de alta nas taxas de juros”, aponta o Swissquote.
“Os fatores que realmente movimentarão o mercado serão: quanto essas empresas esperam gastar nos próximos trimestres; quanto caixa lhes resta após os investimentos em IA; como os investidores reagirão”, aponta. As empresas estão se tornando gigantes cada vez mais alavancadas e intensivas em capital, o que as torna muito mais vulneráveis a variações nas taxas de juros, conclui.
A Nvidia investirá cerca de US$ 1 bilhão na empresa sul-coreana de internet Naver para ajudar a financiar um data center de IA. Já a Open Secure AI Alliance reunirá gigantes da tecnologia em torno de um objetivo comum: desenvolver e compartilhar modelos de IA, agentes autônomos e ferramentas de segurança abertas, de forma que nenhuma empresa ou governo dependa exclusivamente de sistemas fechados para se defender de ataques cibernéticos.



