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Desemprego de 5,6% em maio é o mais baixo para o mês em 14 anos

O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado – em linha com as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast – é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, e diante do resultado analistas veem primeiros sinais de arrefecimento do mercado de trabalho.

Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre móvel até abril, a taxa estava em 5,8%.

Apesar de o mercado de trabalho seguir como o principal “motor” por trás da robustez da economia doméstica, os dados de maio indicam perda de ímpeto nessa força, avalia o Bradesco, em relatório.

Para o banco, a economia crescerá menos no segundo trimestre do ano do que no primeiro. “Ainda que o mercado de trabalho continue sendo motor de robustez da atividade econômica, o sinal de maio é de perda de ímpeto. O aumento de atividade no segundo trimestre será menor que no segundo. Ainda assim, os estímulos por meio do mercado de crédito mantêm certo dinamismo da economia, em especial do consumo.”

Para o Itaú, os números do mercado de trabalho também sugerem “algum arrefecimento” à frente. “De modo geral, os dados sugerem que, embora o mercado de trabalho permaneça em níveis historicamente apertados, começa a dar alguns sinais de arrefecimento”, afirmam em relatório as economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido. O banco estima 5,7% para a taxa de desemprego ao final de 2026.

Com ajuste sazonal, o banco calcula que a taxa de desemprego subiu sutilmente em maio, ao passar de 5,4% para 5,5%.

“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explicou o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, em nota.

Em apenas um trimestre, o País registrou crescimento de 558 mil vagas no mercado de trabalho. A população ocupada ficou em 102,703 milhões de pessoas no período. Em um ano, esse contingente aumentou em 840 mil pessoas.

Já a população desocupada diminuiu em 178 mil pessoas em um trimestre, totalizando 6,065 milhões de desempregados no trimestre até maio. Em um ano, 624 mil pessoas deixaram o desemprego.

A renda média real foi de R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 4% em relação ao mesmo trimestre de 2025, mas queda de 0,8% ante o trimestre até fevereiro (R$ 3.756).

PREVIDÊNCIA

O número de pessoas que contribuíam para a Previdência foi de 68,4 milhões, de acordo com o IBGE. Os dados mensais da Pnad Contínua mostram que esse é o maior contingente quando observado o recorte de trimestres comparáveis. “Estamos a 0,2 ponto porcentual do patamar máximo. Isso é um sinal da melhora das condições de trabalho”, disse Kratochwill. O maior contingente de contribuintes quando analisada a série histórica, iniciada em 2012, foi em março de 2026.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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