A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a Europa não pode “se dar ao luxo” de perder a revolução digital motivada pela inteligência artificial (IA), como já ocorreu em outros momentos. A declaração consta de discurso preparado para um painel, nesta quarta-feira, 19, durante reunião do Fórum Econômico Mundial, em meio à disputa entre EUA e China pela liderança na IA.
“Já existem sinais encorajadores de que as empresas europeias estão investindo em IA. Dados de pesquisas sugerem que as companhias da zona do euro esperam destinar, em média, cerca de 9% de seu investimento total à IA neste ano”, disse. “A questão é se a Europa conseguirá criar as condições para que esse investimento se dissemine e ganhe escala”, acrescentou.
Apesar da preocupação, Lagarde avaliou que a Europa está “bem posicionada” para “tirar o máximo proveito das novas tecnologias”, considerando a base de pesquisa e conhecimento de nível mundial da região.
Em paralelo, Lagarde disse que, no ano passado, a economia da zona do euro cresceu impulsionada “inteiramente” pela demanda interna e que a expectativa é de que o quadro se repita em 2026. Para a chefe do BCE, no entanto, o desafio é transformar “a resiliência interna em uma fonte de crescimento mais duradoura no longo prazo”.


