A Argentina é grande favorita diante do Egito pelas oitavas de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira. Mas as eliminações de algumas gigantes, principalmente do grande rival Brasil, acabaram dando o tom da coletiva de Lionel Scaloni nesta segunda. O treinador adotou um discurso precavido, procurou ressaltar a força dos possíveis ‘coadjuvantes’ e não escondeu que a queda verde e amarela servirá de lição.
Em dia no qual despistou sobre os jogadores escolhidos para mandar a campo contra os egípcios e limitou-se a dizer que Messi está bem fisicamente, Scaloni não se esquivou quando questionado sobre a queda brasileira. Nada de tripudiar, porém. O técnico argentino respondeu com seriedade.
“Vi o jogo do Brasil mais ou menos, pois estávamos treinando e ainda teve o temporal. A Noruega é um bom time, mas se Endrick faz aquele gol com 0 a 0 (perdeu cara a cara), estaríamos falando outra coisa”, destacou. “Eles enfrentaram um grande rival, é a realidade. E estamos alertas, porque também vamos enfrentar um grande rival.”
Scaloni ainda fez um balanço sobre o que vem percebendo desta Copa de 2026, onde o sofrimento das potências é grande. A própria Argetnina precisou da prorrogação para fazer 3 a 2 em Cabo Verde, enquanto a França bateu o Paraguai por complicado 1 a 0.
“Esta Copa do Mundo está se mostrando difícil para todos”, frisou. “A França parecia uma adversária temível, e ainda parece, mas teve dificuldades contra o Paraguai. Também vimos a Espanha contra Portugal, venceu de forma convincente, mas teve de lutar muito até o último minuto”, afirmou.
O técnico da Argentina prosseguiu em sua análise, destacando o poderio dos oponentes menos badalados. “Nenhuma equipe conseguiu manter o nível de desempenho que apresentava antes do torneio, simplesmente porque os adversários estão jogando com muita garra. É um desafio enorme e as condições são diferentes das que vimos em Copas anteriores”, explicou.
Também lembrou da temporada desgastante de muitos atletas. “Na minha opinião, os jogadores que disputaram muitas partidas neste ano estão sentindo os efeitos disso. É por isso que acredito que o nível de jogo não é aquele a que estamos acostumados.”
O técnico ainda usou o crescimento da Espanha de exemplo para admitir que não há ‘bicho papão’ na Copa até agora. “Ao longo de cinco partidas, a Espanha apresentou uma evolução constante. No entanto, o desempenho da equipe nesses jogos não foi totalmente uniforme. Isso evidencia as complexidades da Copa do Mundo, com as viagens, o calor e as condições dos gramados, que variam de um estádio para outro. Tudo isso dificulta o surgimento de favoritos claros e nenhuma equipe conseguiu, de fato, se destacar das demais.”


