Uma idosa de 81 anos foi uma das vítimas das agressões do lutador de jiu-jitsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, na quinta-feira, 5, em um condomínio na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que irá ao ar na noite deste domingo, 8, a mulher disse que poderia ter morrido tamanha a violência que sofreu.
“Meu Deus, o que o cara fez comigo? Ele podia ter me matado, ele estava possesso”, disse Célia à TV, segundo trecho da entrevista divulgado no Instagram do Fantástico. À Polícia Civil, Gomes disse não se lembrar das agressões.
A idosa teve alta neste sábado, 7, após ficar dois dias internada com múltiplas lesões e hematomas no rosto. Ela contou que foi atacada após ele derrubar a porta do apartamento dela com chutes.
“Primeiro escutei os gritos que ele fazia constantemente e pensei: ‘nossa, hoje ele está mais agressivo do que nunca’. E aí ele foi na porta da cozinha e, de tanto chutar, arrebentou a porta”.
O Fantástico também entrevistou Dilva, de 40 anos, outra mulher agredida pelo lutador no condomínio. Ela foi atacada dentro do elevador com socos, chutes e um golpe conhecido como mata-leão.
“O que deixa mais dor não é só a dor do corpo, das feridas. É a dor da alma, de ver como a gente vai lidar com isso”, disse a mulher.
Gomes foi preso em flagrante na madrugada de quinta, 5. Ele foi inicialmente liberado, mas na sexta-feira teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O agressor irá responder por tentativa de feminicídio.
Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que não se lembrava das agressões e relatou que tinha usado anabolizantes e antidepressivos. A defesa dele não foi localizada.
Célia disse esperar que o agressor seja responsabilizado pelo que fez. “Acho que ele tem de pagar pelo que fez comigo e com outras também.”
De acordo com o boletim de ocorrência, o lutador resistiu à prisão e tentou tomar a arma de fogo de um dos policiais. Para contê-lo, os agentes dispararam contra as pernas do suspeito.
Mesmo ferido, ele ainda tentou fugir pelas escadas do prédio, sendo imobilizado com o uso de uma arma de choque. O caso está sob investigação da 18ª DP (Praça da Bandeira).


