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AIE prevê forte retomada da oferta de petróleo em 2027, mas que retomada em Ormuz levará meses

O choque na oferta de petróleo no Golfo deve derrubar a demanda global antes que os fluxos pelo Estreito de Ormuz se normalizem gradualmente, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 17. Segundo a entidade, a oferta tende a se recuperar com força, chegando a 8 milhões de barris por dia (bpd) em 2027, após a contração deste ano causada pela guerra no Oriente Médio.

Embora o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, cuja assinatura é esperada para esta semana, represente o avanço mais relevante nas negociações desde o início do conflito, a AIE avalia que a retomada plena do tráfego pela principal rota marítima da região deve levar meses.

A agência revisou sua projeção e agora estima que a demanda global por petróleo cairá 1,1 milhão de bpd neste ano, ante a previsão anterior de recuo de 420 mil bpd, pressionada por preços elevados e interrupções severas na oferta. Para 2027, a AIE prevê que o crescimento da demanda volte a 2 milhões de bpd, à medida que os fluxos comerciais se normalizem, os preços recuem e o cenário econômico melhore.

O The Wall Street Journal informou que o acordo incluiria dispensas (waivers) de sanções dos EUA que atingem as vendas de petróleo iraniano e o fim dos bloqueios americano e iraniano no Estreito de Ormuz, embora os termos completos ainda não tenham sido divulgados.

“Embora os detalhes do acordo ainda precisem ser esclarecidos e várias questões permaneçam pendentes, é um passo encorajador”, disse a AIE no documento. “A recuperação total não será imediata, pois minas terão de ser removidas das principais rotas de navegação e as cadeias de suprimento levarão tempo para se normalizar.”

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, paralisou a navegação no estreito, por onde normalmente escoa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo. Analistas do setor avaliam que a normalização completa exigirá tempo devido a entraves logísticos e de segurança, do reposicionamento de navios e reprogramação de portos à recomposição de coberturas de seguro.

A AIE estima que a oferta global cairá 3,9 milhões de bpd em 2026, com parte relevante do suprimento retida no Golfo Pérsico, antes de se recuperar em 2027. Em maio, a produção global ficou 13,6 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra. As exportações dos produtores do Golfo recuaram 1,1 milhão de bpd e permaneceram quase 15 milhões de bpd abaixo do patamar de fevereiro. Para 2027, a previsão é que a produção da Opep+ aumente 5,5 milhões de bpd e que a oferta fora do grupo cresça 2,5 milhões de bpd, somando 8 milhões de bpd.

As exportações do Irã foram especialmente atingidas pelo bloqueio americano, com queda de 1,4 milhão de bpd, para apenas 230 mil bpd. Parte dessa perda foi compensada pela alta nas transferências de navio para navio no Golfo de Omã, rota frequentemente usada para mascarar a origem das cargas, com volumes avançando em maio e chegando a até 1,8 milhão de bpd no início de junho.

A redução dos estoques globais observados acelerou em maio, para 143 milhões de barris, elevando a média de retiradas desde o início do conflito para 3,8 milhões de bpd. Já os estoques governamentais da OCDE caíram 163 milhões de barris, ao menor nível desde dezembro de 1990, segundo a AIE. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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