O JPMorgan Chase registrou lucro líquido de US$ 21,16 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro por ação (EPS) diluído foi de US$ 7,70, ante US$ 5,24 um ano antes. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro por ação de US$ 5,59.
A receita líquida somou US$ 57,35 bilhões no trimestre, avanço de 28% na comparação anual. O resultado também veio acima da projeção, que era de US$ 51,1 bilhões.
O desempenho foi liderado pela divisão de Commercial & Investment Bank, cuja receita cresceu 27%, para US$ 24,85 bilhões. As taxas de banco de investimento avançaram 30% em relação ao ano anterior, atingindo o maior nível desde 2021, enquanto a receita da área de mercados subiu 35%, impulsionada pela forte atividade dos clientes. As receitas com negociação de ações dispararam 86%, enquanto as de renda fixa cresceram 6%. Na área de gestão de ativos e fortunas, os ativos sob gestão (AUM) alcançaram US$ 5,1 trilhões, alta de 18% em base anual.
As provisões para perdas com crédito totalizaram US$ 2,5 bilhões no trimestre, com baixas líquidas de US$ 2,4 bilhões e constituição líquida de reservas de US$ 149 milhões, principalmente na carteira corporativa.
No comunicado, o presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, afirmou que a economia dos EUA demonstrou “notável resiliência” neste ano, apoiada pelo fortalecimento dos investimentos das empresas e das contratações, além de fatores como investimentos em inteligência artificial (IA), estímulos fiscais e um ambiente regulatório mais eficiente.
Apesar disso, ele alertou que diversos riscos seguem “se movendo abaixo da superfície como placas tectônicas”, citando tensões geopolíticas e guerras, inflação persistente, grandes déficits fiscais globais e preços elevados dos ativos. “Não podemos prever como essas forças acabarão se desenrolando. Elas podem permanecer administráveis, mas também podem provocar impactos significativos quando se moverem ou colidirem”, afirmou.


