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Bolsas de NY fecham sem direção com balanços, petróleo e techs sob pressão

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira, 28, com o Dow Jones liderando os ganhos em meio ao avanço da temporada de balanços e um alívio nos preços do petróleo. O setor de tecnologia teve alta limitada, com investidores atentos ao nível de investimentos em inteligência artificial (IA).

O Dow Jones fechou em alta de 1,03%, aos 52.747,53 pontos. O S&P 500 subiu 0,22%, aos 7.429,22 pontos. E o Nasdaq teve recuo de 0,22%, encerrando em 24.876,91 pontos.

Sob efeito de balanços, a Sherwin-Williams (+8,2%), Coca-Cola (+5%)e Boeing (+4,7%) impulsionaram o Dow Jones.

Outro destaque foi a Lucid, com as ações saltando mais de 20% após o príncipe saudita Alwaleed bin Talal Alsaud adquirir uma fatia na companhia de veículos elétricos.

O apetite ao risco cresceu em Wall Street à medida que EUA e Irã continuam sem trocar ataques pelo quarto dia consecutivo. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça que este é “um bom momento” para o Irã fechar um acordo nuclear com Washington. Já o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que o país propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, os papéis de semicondutores voltaram a cair, com o índice Technology Select Sector atingindo seu nível mais baixo desde 7 de maio, segundo a CNBC. O VanEck Semiconductor ETF caiu mais de 3% e o índice iShares Semiconductor ETF despencou 4,8%. A liquidação chegou a empurrar brevemente o índice Nasdaq 100 para território de correção, refletindo também a forte queda no mercado de Seul pela manhã.

Apesar da liquidação no setor, no 2º semestre deste ano o S&P 500 registrou uma margem líquida de lucro combinada de 15,7%, segundo a FactSet. Caso confirmado, será a maior margem já reportada pelo índice desde que a FactSet começou a acompanhar essa métrica em 2009.

Para analistas do Charles Schwab, os investidores estão mais criteriosos com as hyperscalers. “Os investidoers ainda veem a IA como um motor de crescimento de longo prazo, mas querem evidências mais claras de que disciplina de gastos, monetização e fluxo de caixa livre podem sustentar as avaliações”, explicam.

Os mercados aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira, 29 e balanço de outras big techs.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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