Os preços médios do etanol hidratado caíram em 22 Estados e no Distrito Federal (DF), subiram em Mato Grosso do Sul e ficaram estáveis no Espírito Santo e em Roraima na semana passada. Não houve cotação no Amapá. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol caiu 1,50% na semana, de R$ 4,00 para R$ 3,94 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço recuou 1,89%, a R$ 3,63 o litro.
A maior queda ocorreu no Acre, onde o preço médio do biocombustível recuou 2,36%, para R$ 4,97 o litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,77 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,63 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 5,41 o litro.
Competitividade
O etanol está mais competitivo em relação à gasolina em dez Estados e no Distrito Federal na semana passada. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol apresentou paridade de 60,15% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Os dados se referem ao período de 2 a 8 de agosto.
A paridade foi de 68,46% no Acre; 68,40% no Amazonas; 67,24% na Bahia; 63,75% no Distrito Federal; 63,25% em Goiás; 55,13% em Mato Grosso; 60,65% em Mato Grosso do Sul; 63,65% em Minas Gerais; 62,01% no Paraná; 68,15% em Santa Catarina; e 57,17% em São Paulo.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.



