O petróleo oscilou no pregão desta sexta-feira, 22, recuando mais de 4% na semana, à medida que os traders monitoram os avanços diplomáticos entre Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra. Os negócios antecederam o feriado de Memorial Day nos EUA na segunda-feira.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em alta de 0,26% (US$ 0,25), a US$ 96,60 o barril.
Já o Brent para o mesmo mês fechou em alta de 0,94% (US$ 0,96), a US$ 103,54 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, ambos acumularam queda de 4,37% e 5,23%, respectivamente.
As negociações em Teerã chegaram a um entendimento em linhas gerais sobre a questão nuclear, informou a Sky News Arabia. O avanço nas negociações de um dos temas mais sensíveis entre os dois países ocorreu em meio às chegadas ao Irã de uma equipe negociadora do Catar e do comandante do Exército do Paquistão, Asim Munir.
Por outro lado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse nesta sexta que ainda não é possível dizer que um acordo com os EUA esteja próximo, ao afirmar a existência de “divergências profundas e extensas”. Apesar das declarações, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que houve alguns avanços em relação às conversas com o Irã, mas que um acordo ainda não é certo.
Com as incertezas da guerra ainda fortes, a França descartou nesta sexta o uso de reservas de petróleo para combater o choque de oferta da commodity, segundo o Financial Times. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou que 35 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, sob coordenação e proteção da força naval iraniana.
Para analistas do Swissquote, em julho, se o tráfego por Ormuz não for totalmente restabelecido, as reservas de petróleo poderão cair para níveis alarmantes. “E, até setembro, uma recessão em muitas economias globais pode se tornar o cenário-base”, afirmam..
No radar, os Emirados Árabes Unidos informaram que a decisão de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) visou apenas a maximização de receitas e foi amadurecida ao longo de três anos. Segundo um assessor sênior do presidente do país, a decisão reflete a avaliação de que o mundo se aproxima do “declínio da era dos hidrocarbonetos”.


