Clarice Falcão se arrepende por vídeos do Porta dos Fundos

Clarice Falcão abriu espaço para uma reflexão sincera sobre sua trajetória no Porta dos Fundos. Durante participação no podcast Por Trás da Porta, comandado por João Vicente de Castro, a artista comentou que alguns vídeos produzidos na fase inicial do canal hoje provocam desconforto ao serem revisitados.

Integrante do elenco original do projeto entre 2012 e 2015, Clarice afirmou que parte do conteúdo acabou ficando ultrapassada com o passar dos anos. Ao longo da conversa, a atriz relembrou uma esquete envolvendo o humorista Gigante Leo e admitiu ter se impressionado negativamente ao rever o material.

No bate-papo, João Vicente perguntou se existia algum vídeo que Clarice considerava ruim ou desconfortável atualmente. A artista respondeu refletindo sobre as mudanças de percepção ao longo do tempo.

“O tempo passou e tem coisas que ficaram velhas, que envelheceram. Não fomos só nós”, afirmou.

Em seguida, ela citou uma esquete com o humorista Gigante Leo, pessoa com nanismo, que acabou se tornando o principal tema da conversa. O episódio mostrava o artista preso em uma moldura enquanto a personagem de Clarice tentava vendê-lo para um casal.

Ao rever o conteúdo durante o podcast, a reação da atriz foi imediata.

“Gente, é muito pior do que eu lembrava. Muito, muito pior do que eu lembrava. E olha que eu já lembrava como sendo ruim”, declarou.

Processo judicial surpreendeu a atriz

Durante a conversa, João Vicente revelou que o vídeo chegou a gerar um processo contra o canal. A informação surpreendeu Clarice, que reagiu defendendo as críticas recebidas pela produção.

“Fomos processados, com razão”, comentou João Vicente.

“Com toda razão. E perdeu [o processo]?”, perguntou Clarice.

“Ganhamos”, respondeu o ator.

“Sem razão!”, rebateu a atriz.

O momento rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu debates sobre humor, limites da comédia e mudanças sociais ao longo da última década.

Trajetória marcada pelo humor, música e roteiros

Antes de se consolidar como cantora, Clarice já construía carreira como atriz e roteirista na televisão e na internet. Filha do cineasta João Falcão e da escritora Adriana Falcão, ela começou a ganhar notoriedade ainda jovem em produções audiovisuais e novelas.

No Porta dos Fundos, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da primeira geração do canal, participando de esquetes que marcaram o início do humor digital brasileiro no YouTube. Paralelamente, desenvolveu sua carreira musical, alcançando destaque nacional com o álbum Monomania e canções como Oitavo Andar e De Todos os Loucos do Mundo.

Nos últimos anos, Clarice também passou a discutir temas ligados ao feminismo, comportamento e amadurecimento artístico em seus trabalhos e entrevistas, assumindo uma postura mais crítica em relação a produções antigas das quais participou.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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