Os governos Lula e Tarcísio de Freitas assinaram nesta terça-feira, 14, um convênio com duração de três anos para a expansão da Força Integrada de Combate ao Crime Organizada (FICCO) em São Paulo. Duas novas bases serão constituídas no Estado: uma no Guarujá, na Baixada Santista, e outra em Paulínia, na região de Campinas.
A FICCO reúne policiais federais, rodoviários federais, policiais penais federais e estaduais e policiais civis e militares. Atualmente, a força tem uma única base, criada em 2023, em São Paulo. O convênio foi assinado pelos secretários estaduais Oswaldo Nico Gonçalves (Segurança) e Marcelo Streifinger (Administração Penitenciária), além do superintendente da PF no Estado, o delegado Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho e representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Política Penais (Senappen).
“A escolha pela região de Campinas e pela Baixada Santista se deve à importância econômica dessas regiões. São regiões estratégicas”, afirmou Sanfurgo. Segundo ele, a FICCO garante um combate de forma eficaz e rápida ao crime organizado no Estado. Para o secretário Nico, as duas novas bases vão ajudar a seguir o fluxo de dinheiro do crime organizado. “A asfixia financeira é importante, tirar o dinheiro do crime organizado”, afirmou.
Foi pelo porto de Santos que o Primeiro Comando da Capital (PCC) começou a exportar cocaína para a Europa e África, enquanto a região de Campinas concentra no Aeroporto de Viracopos a operação de doleiros vinculados à evasão por meio de criptoativos e empresas investigadas na Operação Carbono Oculto, que apurou a captura do setor de combustíveis pelo crime organizado e a lavagem de seu dinheiro na Faria Lima.
O modelo da FICCO é adotado em outros Estados também por meio de convênios como o que foi fechado em São Paulo. Entre os dias 6 e 13 de abril, agentes da FICCO detiveram no País 143 investigados sob suspeita de tráfico, lavagem de dinheiro e outros ilícitos.
Os agentes também executaram mandados de buscas e confiscaram 1,45 tonelada de drogas (maconha, cocaína, crack e skunk). Em uma ação da FICCO de São Paulo foram confiscados 673 kg de maconha.


