PM é chefiada por mulheres em só 2 Estados brasileiros; veja quais são

A nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli para assumir o comando geral da Polícia Militar de São Paulo – a primeira escolha de uma mulher em quase dois séculos – é um fato raríssimo também no cenário nacional. Além de São Paulo, só a PM do Acre é comandada por uma mulher atualmente. Ou seja: em 27 Estados, isso representa menos de 10%.

A nomeação, feita pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 16.

A definição foi apresentada como um marco para a PM e um avanço na ampliação da presença feminina em cargos de liderança em São Paulo.

A coronel vai suceder o coronel José Augusto Coutinho, que estava no comando da instituição desde maio de 2025. “É uma oficial extremamente preparada para comandar a maior tropa policial do País”, disse o governador em nota divulgada pelo governo do Estado.

Mesmo com aumento de mulheres nas tropas nos últimos anos, elas ainda representam minoria nos cargos mais altos. Muitos Estados nunca tiveram uma mulher comandante-geral.

Mudanças estão começando a aparecer, mas de forma pontual. Antes da nomeação da coronel Glauce Cavalli em São Paulo, a única mulher no comando da PM no País estava no Acre. Trata-se da coronel Marta Renata Freitas, que assumiu o posto em dezembro de 2024. Ela se tornou a primeira a liderar a corporação em 108 anos.

A coronel entrou na PM em 2005. Atualmente, é mestranda em Direitos Humanos, com ênfase em Segurança Pública pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

O Distrito Federal já teve uma mulher no posto mais alto da Polícia Militar. A coronel Ana Paula Habka ocupou o comando da PM entre janeiro de 2024 e abril deste ano. A coronel foi para a reserva após 32 anos na corporação como a segunda mulher a ocupar o cargo de comandante-geral da corporação.

Especialistas apontam que fatores institucionais, culturais e históricos ainda limitam a ascensão de mulheres aos cargos de comando geral, que são definidos pelos governadores a partir da lista de oficiais mais antigos. Nesse cenário, a nomeação em São Paulo tem peso simbólico. Além de romper uma barreira em uma das principais vitrines da segurança pública no País, pode abrir caminho para novas lideranças femininas.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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