Cargill reverte prejuízo e lucra R$ 1,7 bilhão no Brasil em 2025

A Cargill Alimentos encerrou 2025 com lucro líquido consolidado de R$ 1,696 bilhão no Brasil, segundo demonstrações financeiras divulgadas nesta terça (28). Em 2024, a empresa havia registrado prejuízo líquido de R$ 1,738 bilhão. A receita operacional líquida somou R$ 117,9 bilhões, alta de 8% ante os R$ 109,1 bilhões do ano anterior.

O lucro bruto foi de R$ 4,528 bilhões em 2025, queda de 39,7% em relação aos R$ 7,512 bilhões de 2024. Os custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados somaram R$ 113,422 bilhões, alta de 11,6% na comparação anual. O resultado antes do resultado financeiro e dos tributos foi de R$ 307,5 milhões, ante R$ 3,988 bilhões no exercício anterior.

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 2,377 bilhões em 2025, revertendo resultado negativo de R$ 6,953 bilhões em 2024. As receitas financeiras somaram R$ 15,064 bilhões, enquanto as despesas financeiras totalizaram R$ 12,687 bilhões, ante R$ 21,192 bilhões no exercício anterior.

O lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social foi de R$ 2,685 bilhões, ante resultado negativo de R$ 2,803 bilhões em 2024. A despesa com IR e CSLL somou R$ 989,3 milhões. Do lucro líquido total, R$ 1,699 bilhão foi atribuído aos acionistas controladores.

O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de R$ 3,517 bilhões em 2025, ante consumo de R$ 2,581 bilhões em 2024. O caixa e equivalentes de caixa somavam R$ 1,056 bilhão ao fim de 2025, alta de 92,3% ante os R$ 549,2 milhões registrados em 31 de dezembro de 2024. As demonstrações foram aprovadas pela KPMG Auditores Independentes em 27 de abril de 2026.

A Cargill Alimentos é a controladora direta da Cargill Agrícola S.A., com 99,99% das ações, e tem como controladora final a Cargill Inc. O grupo atua no Brasil em originação, processamento, industrialização, comercialização, importação e exportação de produtos ligados ao agronegócio, além de alimentos, óleos, lubrificantes, combustíveis, energia elétrica e operações portuárias.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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