O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República Ronaldo Caiado disse nesta segunda-feira, 15, que é o adversário mais bem posicionado para vencer o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Citando pesquisas de intenção de voto, Caiado comentou o enfraquecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação das conversas do parlamentar e pré-candidato à Presidência com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Flávio perdeu espaço no segundo turno para candidatura do Lula. Se o adversário do Brasil é o Lula, precisamos ter um candidato que chegue no segundo turno em condições de poder enfrentá-lo e ganhar as eleições. Qual é a candidatura que se aproxima mais do Lula no segundo turno? A minha”, disse o presidenciável, em entrevista a jornalistas após participação em fórum da revista Veja.
Ao comentar a pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo instituto Nexus e pelo banco BTG Pactual, Caiado disse que Flávio parecia ser, inicialmente, o candidato com maior chance de vencer Lula, mas agora o senador começa a se distanciar do atual presidente.
Vice na chapa e estratégias de campanha
Questionado sobre quem será o vice de sua chapa na campanha, Caiado respondeu que a decisão ainda não foi tomada. “O partido já marcou a convenção, que vai ser no dia 26 de julho. A convenção nacional do PSD será aqui em São Paulo, na sede do partido … Até lá continuaremos as conversações”, declarou Caiado.
Ele disse que o PSD já fechou palanques nas regiões Sul e Sudeste, e agora ele vai viajar ao Nordeste em busca de alianças. “Vou fazer Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou. “Vou começar a caminhar no Nordeste agora, espero trazer boas notícias”, acrescentou.
Críticas ao governo Lula na área econômica
Durante o evento, Caiado criticou os estímulos do governo Lula que provocaram um aumento do endividamento das famílias. Ele disse também que os gastos públicos não cabem mais no orçamento porque nunca houve compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.
“Quem é que enrolou a população? Eu disse: para desenrolar alguém, teve que enrolar. Quem foi que enrolou a população? Você governo que induziu as pessoas a comprar, a estimular a sua produção, a tomar empréstimo”, comentou o pré-candidato, fazendo, durante fórum da revista Veja, uma referência ao Novo Desenrola, programa do governo atual de renegociação de dívidas.
Ao comparar a taxa de juros do Brasil, a segunda maior do mundo em termos reais, com os juros cobrados por agiotas, Caiado observou que a população paga agora pelos desequilíbrios causados pelo governo. “De repente, ele governo fala: “Não, eu vou resolver seu assunto, eu vou liberar sua poupança, você paga o agiota”, declarou.
Segundo Caiado, o espaço para gastos previsto no arcabouço fiscal foi “drenado” pelo governo, que, emendou o ex-governador, “nunca teve compromisso com o equilíbrio fiscal”.



