O diretor do Federal Reserve (Fed) Michael Barr afirmou que algumas propostas para reduzir o balanço patrimonial do Banco Central americano aumentariam a influência do mesmo de outras maneiras, e todas elas implicariam em concessões significativas.
“Reduzir o balanço patrimonial do Fed é o objetivo errado, e reduzir a resiliência do sistema bancário é o meio errado”, disse Barr em texto preparado para sua participação no evento Money Marketeers da Universidade de Nova York, em Nova York. O balanço patrimonial do Fed representa o total de ativos e passivos do banco central dos EUA, utilizado como ferramenta de política monetária.
Algumas das ideias mais proeminentes, como a redução dos requisitos de liquidez, minariam a estabilidade financeira, disse Barr, citando que algumas propostas teriam efeito perverso.
Para Barr, as ferramentas do Federal Reserve para impor um teto à taxa básica de juros poderiam ajudar. Se os bancos superassem sua relutância em usar operações de recompra permanentes e a linha de desconto, o controle da taxa poderia ser mantido com um nível menor de reservas, disse. “Mas isso significaria que o Fed estaria emprestando ao mercado regularmente, o que representaria uma presença maior. Não sou contra os empréstimos do Fed, mas isso não reduziria sua presença no mercado”, ponderou.
“Ao considerarmos uma mudança na abordagem do Federal Reserve para gerenciar seu balanço patrimonial, devemos retornar ao básico e perguntar qual problema estamos tentando resolver”, observou.


