Os aluguéis residenciais ficaram praticamente estáveis em outubro, com variação negativa de 0,01%, depois de terem registrado alta de 0,28% em setembro. Os dados são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta sexta-feira, 6.
Em 12 meses, o índice acumulou uma alta de 4,47%, abaixo dos 5,08% registrados em setembro. No acumulado de 2026, a alta foi de 3,56%.
Segundo o economista do FGV Ibre Matheus Dias, a desaceleração do índice em 12 meses reflete, em parte, um efeito de base, já que outubro de 2025 apresentou uma alta expressiva.
“O ambiente de crédito imobiliário ainda restritivo e a oferta limitada de imóveis para locação seguem sustentando os preços, de modo que a desaceleração é gradual e não indica, por ora, mudança de cenário”, acrescentou.
O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Até então, a FGV coletava informações de anúncios de imóveis residenciais para locação, e não os valores efetivamente negociados.
Quanto aos resultados das quatro capitais que integram o índice da FGV, o aluguel residencial no Rio de Janeiro passou de estabilidade em setembro para alta de 0,37% em outubro. Em Belo Horizonte, o índice saiu de 0,00% para aumento de 0,18%. Já em São Paulo, os preços recuaram 0,12%, enquanto em Porto Alegre a queda foi de 0,13%.
No acumulado em 12 meses, os aluguéis avançaram 5,45% no Rio de Janeiro; 6,68% em Belo Horizonte; 4,09% em São Paulo; e 3,31% em Porto Alegre.


