O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, visitaram neste sábado, 31, aldeias indígenas em Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças, racismo e violência contra indígenas depois das eleições. Segundo a pasta de Direitos Humanos, eles estiveram nas aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru. O objetivo, de acordo com o ministério, era reforçar ações do governo e avaliar a necessidade de medidas adicionais.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também esteve no Estado. Em Dourados (MS), ele se reuniu com representantes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, da Força Nacional de Segurança Pública e da Secretaria de Segurança Pública do MS.
“Nós estamos, desde segunda-feira, recepcionando e tratando essas informações, qualificando esses dados e encaminhando para os órgãos competentes”, ressaltou Eloy Terena, segundo nota do Ministério dos Direitos Humanos (MDHC).
O comunicado informa que equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Estado foram enviadas às aldeias de onde vieram as denúncias, para conferir informações e prestar apoio.
“Queremos ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possa ocorrer sem a responsabilização. E, por outro lado, queremos tranquilizar a todos de que outros episódios não aconteçam mais”, declarou o ministro da Justiça.
O MDHC recebeu 189 denúncias que envolvem violência política, intimidação e discriminação relacionadas às eleições até 30 de outubro em todo o País. São casos de agressões físicas, xenofobia e assédio eleitoral no trabalho. Já entre os indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas recebeu 10 denúncias que, segundo o comunicado, já foram encaminhadas aos órgãos responsáveis para investigações.
Ainda de acordo com a nota, foram disponibilizadas forças policiais federais e estaduais para tratar das denúncias de violência contra indígenas. O Ministério da Justiça atua em uma força-tarefa com as polícias estaduais para proteção das comunidades.
“A ideia é que a força-tarefa se mantenha pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público”, declarou a ministra dos Direitos Humanos.


