O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que a investigação de ministros da Corte depende de autorização do plenário. Por outro lado, ressaltou que a PF tem o dever de encaminhar ao Supremo todas as menções encontradas, “sem exceção” e “em caráter estritamente descritivo”. As informações são de nota divulgada nesta terça-feira, 13, pela assessoria de comunicação dos dois órgãos, após a reunião de Fachin e Rodrigues na Presidência do STF.
“Uma vez apresentados os elementos necessários, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ouvida a Procuradoria-Geral da República (PGR), pode deliberar”, diz a nota.
A reunião foi marcada para falar sobre menções de ministros da Corte nas conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e nas investigações sobre o Banco Master. A reunião durou cerca de 1h30.
Ainda de acordo com a nota, Fachin disse na reunião que aguarda parecer da PGR antes de dar os encaminhamentos à ação que trata de supostas irregularidades na condução do caso Master pelo relator, André Mendonça. “A Presidência registrou que aguarda pronunciamento da Procuradoria-Geral da República na PET 16704 para o fim de levar a efeito os encaminhamentos devidos, inclusive com relação a pedidos a serem analisados.”
O texto também informa que Fachin solicitou “celeridade” da PF para analisar as pendências do inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos – cujo arquivamento foi prometido pelo presidente do Supremo.
“O presidente solicitou celeridade da Polícia Federal para o fim de examinar e decidir a conclusão do Inquérito 4781, tendo a Polícia Federal adiantado que analisará as eventuais diligências pendentes”, diz a nota.


