As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad são as que mais gastaram com impulsionamento de conteúdo nas plataformas da Meta. Juntos, os candidatos à Presidência da República e ao governo de São Paulo do Partido dos Trabalhadores (PT) desembolsaram R$ 3,9 milhões para alavancar publicações no Instagram e no Facebook. A campanha eleitoral de 2026 completa um mês nesta quarta-feira, 16.
Com despesas de R$ 2,6 milhões, o presidente Lula foi o candidato que mais contratou os serviços da big tech até o momento. Foram 21 postagens alavancadas pelo perfil do mandatário. Neste ano, Lula tenta a reeleição par chegar ao quarto mandato, feito inédito na história política do País.
Já Haddad quer colocar o PT pela primeira à frente do Executivo estadual paulista. Até agora, o ex-prefeito de São Paulo ocupa o segundo lugar, com R$ 1,3 milhão direcionados a 17 publicações nas duas redes sociais. Os dados são públicos e constam da plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Datafolha da última sexta-feira, 11, mostrou que o ex-ministro da Fazenda aparece com 29% das intenções de voto, contra 49% do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e 11% de brancos, nulos e indecisos. Se esse for o cenário em 4 de outubro, a disputa termina já no primeiro turno.
O “mercado das eleições” deste ano já rendeu mais de R$ 144 milhões à gigante da tecnologia, que desponta como a maior fornecedora no ranking do TSE, em volume financeiro. A promoção de anúncios para vídeos, fotos e demais materiais de propaganda política é o serviço mais buscado pelos candidatos.
O valor é mais do que o dobro dos R$ 57,5 milhões recebidos pela empresa Dlocal, do setor de pagamentos – a segunda que mais arrecadou no primeiro mês de campanha. Os ganhos das quatro empresas seguintes do ranking, somados ao da Dlocal, chegam a R$ 140 milhões.
Na comparação com o pleito de 2022, a big tech superou em 30 dias os R$ 129,7 milhões que recebeu durante aquela campanha. Há quatro anos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi quem mais despejou dinheiro nos anúncios promovidos no Facebook e no Instagram: nada menos que R$ 5,1 milhões.
Candidatos ao Executivo dominam top 5
Na sequência de Lula e Haddad, aparece o deputado federal Célio Studart (PSD-CE), que tenta a reeleição à Câmara dos Deputados neste ano. Ele é o único candidato ao Legislativo entre as cinco campanhas que mais gastaram com anúncios pagos na Meta. Studart desembolsou cerca de R$ 1 milhão em 16 posts.
O quarto da lista é o ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza, Ciro Gomes (PSDB), que tenta voltar ao Executivo cearense em 2026. Foram R$ 999 mil gastos em sete postagens que têm como objetivo superar nas urnas o atual governador Elmano de Freitas (PT), que tenta a reeleição.
De acordo com a pesquisa Atlas do último dia 4, Ciro marca 48,4% das intenções de voto, enquanto Elmano tem 45,8%. Brancos, nulos e indecisos são 4,2% na sondagem.
Deputado federal e candidato ao governo do Paraná, Sandro Alex (PSD) fecha o “top 5” das candidaturas que mais gastaram até o momento com anúncios na Meta. O parlamentar desembolsou R$ 965 mil para impulsionar 31 publicações, segundo os dados do TSE.
Segundo a última pesquisa Quaest para o governo paranaense, Sandro Alex aparece em terceiro lugar na disputa e tem 15% das intenções de voto, atrás de Sérgio Moro (PL), com 37%, e de Requião Filho (PDT), com 21%.



