Para 32% dos eleitores entrevistados pela pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, o melhor que poderia ocorrer ao Brasil seria a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ), seu rival do PL. Já para 24%, o melhor cenário seria Flávio ganhar de Lula.
Os que consideram que o melhor seria um candidato outsider e de fora da polarização vencer a eleição presidencial somam 20%. Outros 17% defendem a vitória de um presidente da República moderado. Não sabem/não responderam 7%.
Entre os eleitores independentes, 32% consideram o melhor resultado a vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização; 27% responderam a vitória de um candidato moderado; 19%, a vitória de Lula e o PT; 12%, não sabem ou não responderam, e 10% consideram o melhor resultado a volta da família Bolsonaro ao poder.
Medo
O medo dos entrevistados em geral de uma vitória de Lula ou de Flávio é o mesmo. Exatamente 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, mesmo índice que temem a continuidade de Lula.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01720/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro. Pela data de corte, o levantamento será o primeiro do instituto a abarcar integralmente os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
O estudo anterior da Quaest, publicado no dia 2, foi feito entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. Essa pesquisa capturou parcialmente os efeitos das revelações das trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso foi inicialmente revelado pelo Estadão/Broadcast, na manhã do dia 1º. Naquela tarde, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo do caso.


