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Stábile tem 5 dias para explicar ao MP uso de recursos do Corinthians para empresa de segurança

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deu prazo de cinco dias para que Osmar Stábile, presidente do Corinthians, explique a contratação da Bear Security. A empresa é considerada irregular e teria sido contratada com recursos do clube para a segurança privada de Stábile. O dirigente foi procurado pelo Estadão por meio de sua assessoria de imprensa.

No ofício, o procurador Cassio Conserino cobra o contrato com a empresa, documentos do trâmite interno e escalas de trabalho dos seguranças. O documento foi expedido no dia 31 de agosto. O prazo, portanto, encerra no sábado.

Também são exigidas providências que o Corinthians tenha tomado, uma vez que a Bear Security não tem autorização da Polícia Federal para a operação. A irregularidade motivou, ainda, um inquérito federal sobre o caso.

“Eventual omissão para afastar a empresa não autorizada a trabalhar na área da segurança pode ensejar possível responsabilização naquele inquérito”, escreveu Conserino.

A investigação do MP-SP foi aberta no começo de agosto para apurar o uso de recursos do Corinthians na contratação da empresa, que faria a segurança privada de Stábile.

Quando o caso veio à tona, em junho, o Corinthians afirmou que Stabile “solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais” e que o contrato “passou pelo sistema de compliance”, o que é cobrado agora pelo MP-SP.

Na época, o promotor Conserino, que também investiga os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, afirmou que a situação “é similar àquela dos cartões corporativos – já judicializada -, pois o presidente da entidade desportiva está auferindo remuneração direta com o pagamento das despesas da empresa de segurança pelo SCCP”. Ao justificar, cita o artigo do estatuto do clube que determina a não remuneração a dirigentes.

Fundada em janeiro de 2025, a Bear Security tem registros de serviços prestados apenas ao clube, no valor de R$ 586.987,65, como mostrou reportagem do Sport Insider, em junho. Sediada no bairro do Realengo, no Rio, a empresa tem em seu quadro dois profissionais que foram policiais militares e trabalharam para Stábile e familiares antes da posse. Em outubro de 2024, os dois viajaram ao Nordeste com Stabile, à época vice-presidente de Augusto Melo, para um casamento.

Na visão da Promotoria, a situação viola o estatuto do clube e pode configurar crimes de apropriação indébita ou estelionato. Caso as suspeitas se confirmem, o benefício patrimonial direto ao dirigente pode ameaçar inclusive as isenções fiscais da instituição desportiva.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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