O Estado de São Paulo teve alta de estupros em julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 31, pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Paralelamente, houve queda de homicídios, feminicídios, roubos e furtos. Os latrocínios (roubo seguido de morte) também caíram.
No Estado, foram registrados 1.216 estupros em julho ante 1.132 no mesmo mês do ano passado, alta de 7,42%. A maioria dos registros – oito em cada dez – foi classificada como estupro de vulnerável.
Na capital, houve crescimento ainda maior: os registros passaram de 218 para 259, alta de 18,8%.
A Secretaria da Segurança Pública informa que “acompanha os indicadores criminais de forma permanente e tem ampliado as ações de prevenção, investigação e repressão a todas as modalidades criminais”.
Em um episódio emblemático, a Polícia Civil abriu uma investigação após uma denúncia de estupro de vulnerável na sede social do Palmeiras, na região de Perdizes, zona oeste da capital. A vítima é uma menina de apenas quatro anos.
Os advogados do investigado afirmaram, por nota, que ele nega integralmente as acusações e que requisitou acesso aos procedimentos instaurados para exercer plenamente seu direito de defesa e apresentar os esclarecimentos necessários.
Os casos de feminicídio no Estado de São Paulo diminuíram 60,9% em julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. Foram nove casos registrados no mês ante 23 no mesmo período de 2025. A queda também foi registrada na capital paulista (de sete para três ocorrências).
Queda de homicídios e latrocínios
Os homicídios dolosos passaram de 178, em julho de 2025, para 151 neste ano, redução de 15,17%. A queda foi ainda maior na capital paulista, onde os registros caíram 25% (de 44 para 33).
Foram 15 latrocínios (roubo seguido de morte) em julho de 2025 e três em julho deste ano no Estado. A cidade de São Paulo terminou o mês de julho sem registrar nenhum caso de latrocínio.
Mesmo com a queda expressiva, casos recentes causaram grande comoção. No último dia 21, o empacotador Eduardo Santos Alves, de 28 anos, morreu após ser baleado na cabeça enquanto tentava proteger a namorada de uma tentativa de assalto no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O caso foi registrado como latrocínio pela Polícia Civil.
O policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foi morto durante um assalto na noite de sexta-feira, 28, na Marginal Tietê, na saída da Rodovia Ayrton Senna. De acordo com o boletim de ocorrência, ele estava de folga e havia parado seu Volkswagen Jetta preto para verificar um problema no pneu quando foi abordado por três suspeitos.
Durante a ação, os suspeitos teriam percebido que Paulo Roberto era policial e tomado sua arma particular, de calibre .45. Conforme a investigação, o PM foi atingido por um disparo feito com a própria arma, que acabou levada pelos criminosos.
Roubos e furtos também caem
Entre os crimes com maior volume de registros, a redução mais forte ocorreu nos roubos:
– no Estado, foram 13.750 ocorrências em julho de 2025, ante 10.790 em julho deste ano. A diferença é de 2.960 casos, queda de 21,53%;
– na capital, o recuo foi parecido: de 8.472 para 6.784 registros, redução de 19,92%.
Os furtos tiveram uma redução menor, mas ainda significativa.
– no Estado, os registros passaram de 46.353 para 43.001, queda de 7,23%;
– na capital, foram 21.070 furtos em julho de 2025 e 19.569 neste ano, redução de 7,12%.


