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Candidato ao governo do Rio, Ruas diz que mulheres ‘vão decidir futuro do Brasil’

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) fez neste sábado, 22, um aceno ao eleitorado feminino e disse que pretende colocar a proteção e a autonomia das mulheres entre as prioridades de uma eventual gestão.

“Vamos ter um governo que vai respeitar as mulheres aqui no Estado do Rio de Janeiro … Vocês são a maioria da população. Vocês é que vão decidir o futuro do Brasil”, disse, no lançamento de sua campanha ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho, na zona norte da capital fluminense.

Ruas afirmou que pretende garantir às mulheres segurança, acesso à saúde e oportunidades. Segundo ele, a autonomia financeira deve ser uma ferramenta de proteção para evitar a dependência de parceiros. “Sabemos que a melhor política de proteção para as mulheres é a autonomia financeira”, declarou.

Na área da segurança pública, o candidato defendeu um Estado mais atuante no combate ao crime organizado e prometeu criar condições para que jovens tenham oportunidades antes de serem atraídos pela criminalidade. “Podemos ter um Rio seguro, onde o Estado possa enfrentar com toda força e coragem o crime organizado, para proteger as nossas famílias”, afirmou.

Ruas também propôs antecipar a qualificação profissional para o primeiro ano do ensino médio, com o objetivo de aproximar a educação do mercado de trabalho. Ele disse que os jovens devem deixar a escola com uma profissão e preparados para ingressar no mercado.

Na saúde, o candidato afirmou que pretende enfrentar as filas e descentralizar o atendimento. A proposta é criar centros integrados regionais, reunindo consultas com especialistas, exames de diagnóstico por imagem e pequenas cirurgias em um mesmo equipamento.

Ao defender uma mudança na condução do Estado, Ruas afirmou que busca um caminho diferente do adotado pelos governos fluminenses nas últimas três décadas.

Candidatos do PL do Rio de Janeiro estão usando o evento do partido na manhã deste sábado, 22, para desestimular o voto em Eduardo Paes (PSD) e, assim, evitar que os eleitores façam o chamado voto “Flávio-Paes”. A ideia é reforçar a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Estado. Uma das estratégias é associar Paes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Show da Madonna e caramote na Sapucaí

Ruas mencionou o show da cantora Madonna realizado em 2024 na Praia de Copacabana para criticar o uso de dinheiro público para eventos.

“Tem dinheiro para show da Madonna, tem dinheiro para a farra de camarote da Sapucaí. Por que a gente não pode atender e ter um governo inclusivo para todos?”, declarou no Maracanãzinho, na zona norte da capital fluminense, durante evento de lançamento de sua campanha ao governo do Rio de Janeiro.

Ruas afirmou que, durante sua eventual gestão, não haverá mais a prática de distribuição de convites para autoridades assistirem o Carnaval do Rio: “Já avisei a quem quer que seja, deputado, secretário, ministro: Se quiser ir para o Carnaval ano que vem, pode comprar o seu ingresso, não vai ter dinheiro público para bancar camarote”, disse.

Ele ainda aproveitou seu discurso para criticar o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), seu principal adversário na disputa. “Estão me perguntando: ‘Você não quer show?’ Respondo: ‘Quero show. Quero um show de segurança no Rio, de educação, de saúde, de proteção para as mulheres. No nosso governo vai ter show, mas o protagonista do show não é a Madonna nem o Eduardo Paes. É você, cidadão do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

As declarações vêm um dia após o Datafolha mostrar que Paes lidera a disputa pelo governo fluminense com 41% das intenções de voto. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), aparece em segundo lugar, com 19%, seguido pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), com 9%.

Pazuello: Mulheres vão definir a eleição

Candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, o deputado Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro, disse há pouco que a eleição deste ano é a chance de resgatar Jair Bolsonaro.

“Dizer que 8 de janeiro foi golpe de estado não existe. Não existe golpe de estado contra prédios no domingo”, afirmou em evento da candidatura à Presidência de Flavio Bolsonaro no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Enquanto aguardam a chegada do candidato, aliados se apresentem no ginásio parcialmente ocupado.

“As mulheres vão definir a eleição de 2026, pela simples razão de que são mais conservadoras que os homens”, disse.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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