Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma greve contra medidas da atual direção do instituto, presidida pelo economista Marcio Pochmann. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 17, em uma entrevista organizada pela Assibge, entidade sindical que representa os trabalhadores do órgão.
A associação não informou o número de grevistas, mas afirmou que servidores de ao menos três unidades aderiram ao movimento.
Eles pertencem ao núcleo estadual da Bahia e à sede e superintendência do órgão no Rio de Janeiro.
A associação afirma contestar decisões que classifica como “autocráticas” e “ilegais” da gestão Pochmann.
Segundo a diretora da Assibge, Clician Oliveira, não há indicativo de impacto no calendário de divulgação das pesquisas do IBGE até o momento.
Os servidores criticam alterações relacionadas à remuneração de agentes de coleta, ao regime de trabalho de servidores aprovados no último Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e às regras de progressão na carreira.
A associação afirma ainda que Pochmann se recusa a atender representantes dos trabalhadores.
Segundo a Assibge, a atual diretoria foi eleita em outubro do ano passado e não é recebida pela presidência há 11 meses.
O IBGE foi procurado, mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem.



