O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 6, que existe um aspecto fiscal que impacta na avaliação de juros, mas que ele não é o único. Questionado sobre se o governo debate mudanças na vinculação de ganho real do salário mínimo, Durigan disse que isso não está sendo discutido.
“À frente do Ministério da Fazenda, acompanho as oscilações que a gente teve em vários momentos em relação a repique, aumento de taxa de juros. E isso não esteve necessariamente atrelado a uma piora da condição fiscal, porque avaliações das agências de risco internacional foram melhorando a nossa nota durante o ano e os números mostram isso”, disse, em entrevista à GloboNews.
Déficit herdado do governo anterior
Durigan afirmou que o governo herdou um déficit grande do governo anterior, próximo de 2% do PIB, e que hoje não há mais esse déficit. “Quando fechar a conta no fim do ano, nós estamos muito próximos de fechar esse resultado.”
A preocupação é para o futuro, emendou. Nesse caso, disse, cabe um debate sobre como o País seguirá evoluindo a despesa pública e se conseguirá recompor a receita “lutando contra os incentivos fiscais e os gastos tributários ineficientes”.
O ministro afirmou que esse é um trabalho que o governo já fez e que seguirá fazendo. “Do ponto de vista do presidente Lula, a responsabilidade fiscal é uma precondição para que a gente discuta os outros temas que, para nós, inclusive, são mais importantes, como o desenvolvimento do País e o combate às desigualdades”, disse.
Juros altos
Durante a entrevista, Durigan afirmou que o aumento do endividamento está associado aos juros altos e que o esforço é para diminuir os juros no Brasil.
Enfatizou também que a equipe econômica persegue uma melhora do resultado fiscal do País.





