O presidente do DC (Democracia Cristã), João Caldas, defendeu que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, seja o vice de Romeu Zema (Novo) na disputa à Presidência.
“Seria uma grande chapa. Zema é muito preparado, governou Minas Gerais, que é praticamente um país, duas vezes. Foi testado e aprovado pela população. Vejo com muitos bons olhos”, afirmou Caldas em entrevista à coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
O presidente do partido, porém, afirmou que não está acompanhando as tratativas. “Não sou pão de queijo para me meter na conversa de mineiros”, disse Caldas.
Joaquim Barbosa se filiou ao DC em maio para ser pré-candidato à Presidência pelo partido. O posto era ocupado até então por Aldo Rebelo, que acabou expulso do partido por se rebelar contra a escolha do ex-ministro. A briga foi judicializada.
Apesar do atrito que gerou, Joaquim Barbosa desistiu da candidatura. Segundo interlocutores do ex-ministro, a falta de recursos e de estrutura partidária da sigla pesou na decisão. O ex-ministro também pontuava mal nas pesquisas eleitorais.
Na segunda-feira, 27, durante a convenção nacional do partido Novo, Romeu Zema falou que estava negociando com o DC para ter Joaquim Barbosa como seu vice.
De acordo com a campanha do ex-governador, Joaquim Barbosa é o favorito para ser vice. No entanto, a decisão “depende de negociações entre os partidos e isso não é fácil”.
O DC já tem um nome para concorrer à Presidência. Na última sexta-feira, 24, anunciou o nome da advogada mato-grossense Clariana Barão como candidata para o posto máximo do Executivo federal. Presidente do diretório do DC em Mato Grosso, Clariana será a segunda mulher na disputa presidencial, ao lado de Samara Martins (UP).
A confirmação da candidatura, no entanto, só ocorrerá na convenção do partido, marcada para 2 de agosto. Até lá, a situação da advogada pode mudar. “Temos uma candidata lançada, mas isso pode mudar, política é a arte da composição”, afirmou João Caldas.


