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FecomercioSP espera aumento de 0,7% nas vendas em razão do Dia dos Pais

O setor varejista paulista trabalha com a perspectiva de um ligeiro aumento, da ordem de 0,7%, nas vendas ensejadas pelo Dia dos Pais, mostra pesquisa realizada pela FecomercioSP. Para a entidade, a evolução tímida esperada para o período considera como freio às decisões de compras o elevado endividamento das famílias e a restritiva taxa de juros. “Endividamento em alta e juros elevados vão segurar o consumo das famílias neste ano”, avaliam os técnicos da FecomercioSP responsáveis pelo levantamento.

Pelo o que a FecomercioSP ouviu dos associados, farmácias e lojas de roupas encabeçam a perspectiva positiva para a data. “Os segmentos do varejo mais afetados pelo Dia dos Pais vão faturar mais em 2026, mas de forma tímida, diz a Federação.

Se confirmada a expectativa de crescimento em termos porcentuais, em valor o setor deverá perceber um incremento de R$ 567 milhões na sua receita comparativamente ao mesmo período do ano passado.

Pela conjuntura econômica atual, que não é das melhores, a FecomercioSP diz não ver o pequeno movimento esperado para o Dia dos Pais como um resultado tão ruim. Isso porque o porcentual de famílias endividadas segue alto. Em julho, de acordo com a entidade, 74,8% de lares tinham dívidas ativas em São Paulo, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da FecomercioSP, sem contar os juros elevados e ainda a pressão dos preços, que deve ficar mais forte a partir de
agora.

“Ainda que haja o respiro do mercado de trabalho aquecido, o contexto tende a fazer com que as pessoas retraiam o consumo”, diz a entidade. Desde a pandemia, segmentos do varejo têm experimentado crescimento quase ininterrupto de faturamento, dos quais alguns chegaram a bater recordes de receitas em 2025.

Dentre os segmentos mais relacionados ao Dia dos Pais, dois esperam alcançar
números positivos nessa data: farmácias e perfumarias, que devem faturar 3,7%
a mais do que em agosto do ano passado; e as lojas de roupas, com alta de 1,7%. Isso acontece porque o evento tem se tornado um momento de priorizar o que o mercado chama de “autocuidado”, com ênfase na beleza – e daí a demanda pelas roupas e pelos cosméticos.

No segmento de bens duráveis, como móveis e decoração, a expectativa é de queda de 1,3%, e eletroeletrônicos, com retração de 0,8%.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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