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CNI: novo tarifaço de 25% dos EUA mantém indústria sob pressão e exige avanço nas negociações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou nesta quinta-feira, 16, que está extremamente preocupada com a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada na quarta-feira pelos Estados Unidos.

“Na decisão final do governo norte-americano foram incluídas 429 novas exceções, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo. Mesmo assim, a sobretaxa atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2%, e compromete a competitividade da indústria nacional em um dos seus principais mercados. A medida começa a valer já no dia 22 de julho”, escreveu a entidade em nota.

As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano reduziram US$ 2,3 milhões de possíveis prejuízos para a indústria brasileira. Segundo a CNI, “o resultado reflete, entre outros fatores, as articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram das consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR”.

“Precisamos concentrar esforços nos demais segmentos que continuarão sujeitos à sobretaxa e enfrentarão perdas de competitividade no mercado norte-americano. Não podemos esquecer que ainda existe outra investigação americana que pode incluir uma nova tarifa nos produtos brasileiros. O momento exige que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja intensificado para que possamos construir soluções que preservem uma relação comercial estratégica”, reforça o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Entre as exportações atingidas, 60,3% correspondem a bens intermediários utilizados pela indústria dos Estados Unidos. Além disso, o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos atingidos pela medida.

Lista de setores e a parcela das exportações que sofrerão a nova tarifa:

Madeira – 83,1%; exemplos: molduras de madeira padrão de pinho, estacas e portas de emergência;

Minerais não metálicos – 56,3%; exemplos: granito, lajes, pavimentações e azulejos, tijolos, blocos e telhas refratárias;

Químicos – 51,8%; exemplos: álcool etílico não desnaturado, peptonas e seus derivados, benzeno com pureza de 95% ou mais e preparações para uso no cabelo;

Alimentos – 44,8%; exemplos: açúcar de cana bruto em forma sólida, sebo não comestível, açúcares especiais de cana ou beterraba, sacarose quimicamente pura e carne suína congelada;

Veículos automotores – 30,3%; exemplos: torneiras, válvulas, máquinas de britagem de terra, peças de máquinas para fabricação de açúcar, padarias e macarrão;

Celulose e papel – 24,0%; exemplos: pasta química de madeira, papel ou cartão para escrita, massa base para caixas de leite e outras embalagens de bebidas e papel com revestimento térmico direto;

Máquinas e equipamentos – 12,5%; exemplos: niveladoras e aplainadoras autopropelidas, veículos para transporte de mercadorias, pás-carregadoras, tratores de esteiras e tratores para colocação de esteiras;

Mais tarifas – além da tarifa de 25%, os Estados Unidos conduzem uma segunda investigação que pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa para até 37,5%.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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