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UBS critica BC da Suíça por declarações enganosas em relatório de estabilidade

O UBS entrou em atrito com o Banco Central da Suíça, ao contestar veementemente avaliações de seu relatório de estabilidade do setor financeiro, citando que as conclusões distorcem o verdadeiro impacto operacional das regulamentações pendentes. O UBS foi obrigado pelo governo suíço a comprar o problemático Credit Suisse, em 2023, para evitar uma crise financeira global.

“O relatório divulgado hoje pelo Banco Nacional Suíço (SNB) continua a reiterar declarações enganosas, incluindo uma análise incompleta das causas profundas do colapso do Credit Suisse, o papel da AT1 e o impacto das regras de capital de Basileia 3, em vez de oferecer a análise independente e distinta necessária para um debate político baseado em fatos, que é crucial para a resiliência futura do centro financeiro da Suíça”, afirmou o UBS em um comunicado enviado por e-mail e citado em matéria da Bloomberg.

O relatório de estabilidade financeira apontou que a rentabilidade do UBS registrou nova melhora em 2025. No que diz respeito ao capital, o UBS supera os requisitos de capital em sua aplicação plena previstos nas atuais normas para instituições “grandes demais para quebrar” (TBTF) que entrarão em vigor a partir de 2030. “Tais exigências refletem a maior importância sistêmica do banco decorrente da aquisição do Credit Suisse”, observa o BC da Suíça.

O banco central suíço afirmou que continua apoiando o governo na exigência de cobertura total de capital para as unidades estrangeiras do UBS. “Com base no primeiro trimestre de 2026, o capital CET1 elegível do UBS Group AG supera em US$ 9 bilhões os requisitos TBTF em plena aplicação, vigentes a partir de 1º de janeiro de 2030”, calculou o BC suíço.

Esse valor seria suficiente para o banco cumprir a recomendação do governo, que pretende obrigar o UBS a aumentar o montante de capital ordinário mantido internamente em relação às suas operações estrangeiras para 100% do valor patrimonial de cada unidade, ante os atuais 60%.

O UBS estima que isso elevará sua exigência de capital CET1 em mais de US$ 20 bilhões no nível do banco controlador, afetando o modelo de negócio da instituição, segundo a Bloomberg.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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