Jesse Marsch é um dos grandes personagens da Copa do Mundo de 2026 e, neste domingo, emocionou com um belo discurso de reconhecimento após a inédita classificação do Canadá às oitavas de final ao definir seus comandados como “heróis nacionais.” Não escondeu, contudo, que serão necessários ajustes para encarar o vencedor do duro duelo entre Marrocos e Holanda.
Norte-americano de 53 anos, o comandante dos Les Rouges vive intensamente a seleção canadense, corre como um menino a cada gol para celebrar com seus atletas, canta o hino, beija o escudo e não se importa com os críticos que protestam e reclamam de seus discursos “espetaculosos”.
Neste domingo, assim que o árbitro apitou o fim do embate com a África do Sul, em vitória apertada por 1 a 0, gol de Eustáquio já nos acréscimos, Marsch organizou um círculo no meio do gramado para parabenizar seus atletas pelo feito inédito ao país, mesmo que para muitos, algo ainda pequeno em uma Copa do Mundo.
“Rapazes, pensem nos dois anos que passamos juntos. Pensem em como falamos sobre nos mantermos fiéis ao plano, fiéis a quem queremos ser, jogando de forma agressiva, acessando nossa qualidade. Vocês mostrando seu caráter. Vocês são heróis canadenses hoje”, destacou, em discurso emocionante e que inflamou o ego de todos ali presentes.
“Heróis canadenses para as futuras crianças deste país, que jogam o esporte. O esporte tem um grande futuro por causa de vocês”, continuou. “Vocês deveriam se orgulhar tanto de quem são. Vocês deveriam se orgulhar tanto deste jogo, pois nunca perderam a crença. Vocês foram atrás dele, ponto a ponto, momento após momento”, listou. E repetiu, orgulhosos de seu grupo. “Vocês são heróis canadenses.”
Já na coletiva, Jesse Marsh foi ‘cobrado’ pelo ato e respondeu o que muitos canadenses gostariam de ouvir, sobretudo quem está em êxtase com a campanha. “As pessoas (não disse quem) gostam de dizer que é performático nos reunirmos no gramado e, francamente, não dou a mínima para o que as pessoas têm a dizer”, disparou. “Tudo o que me importa é nossa própria equipe e o que fazemos juntos.”
Pelo fato de ser norte-americano, Marsch foi questionado sobre o que teria para ajudar seu país contra a Bósnia e Herzegovina e mostrou profissionalismo ao deixar o “problema” para os comandantes da seleção.
Não escondeu, contudo, que já se preocupa para as oitavas, na qual o Canadá terá uma pedreira pela frente: Marrocos ou Holanda. “Dadas a qualidade da Holanda e do Marrocos, teremos que fazer alguns ajustes no plano de jogo”, reconheceu.


