O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,1% em abril ante março, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com abril de 2025, o PIB cresceu 1,8% em abril de 2026.
A taxa acumulada em 12 meses até abril foi de 2,0%.
“O crescimento de 0,1% do PIB em abril, frente a março, é resultado dos desempenhos positivos da indústria, dos serviços e da maior parte dos componentes da demanda. Dos principais componentes do PIB, apenas a agropecuária e o consumo do governo retraíram no mês. Estes resultados mostram que, embora a economia esteja estável, a maior parte de seus componentes teve desempenho positivo, indicando certa resiliência, em meio ao cenário de juros elevado e o aumento do preço do barril do petróleo, como uma das consequências da guerra no Oriente Médio”, ressaltou Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
No trimestre móvel encerrado em abril, comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8%. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 2,6%, impulsionado, sobretudo, pelos serviços.
“Mas todos os tipos de consumo analisados contribuíram positivamente para o resultado do trimestre”, apontou o relatório do Monitor do PIB.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) subiu 0,7% no trimestre encerrado em abril ante o mesmo trimestre do ano anterior.
“Esse desempenho positivo teve como principal contribuição o crescimento no segmento de máquinas e equipamentos, que após oito trimestres de retração, voltou a crescer no trimestre móvel findo em abril”, informou a FGV.
As exportações tiveram elevação de 9,3%. Aproximadamente 60% do bom desempenho foi proveniente de produtos da indústria extrativa, com alta de 27,8% no período, enquanto os produtos agropecuários perderam força.
Já as importações aumentaram 5,1% no trimestre terminado em abril de 2026 ante o mesmo trimestre de 2025.
“Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pelas importações de bens de consumo e serviços. Embora em menor grau, as importações de bens de capital também tiveram contribuição positiva para o resultado”, acrescentou a FGV.
Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 4,376 trilhões no acumulado até abril de 2026, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 18,0% no mês de abril.



