O ouro fechou a sessão desta quinta-feira, 11, em nova queda, apesar de recuperar boa parte das perdas nos últimos momentos da sessão. O mercado avalia os impactos do quadro no Oriente Médio, assimilando informações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou nesta quinta-feira que cancelou os ataques contra o Irã nesta noite, após avanços nas negociações com Teerã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,50%, a US$ 4.114,0 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 1,14%, a US$ 64,001 por onça-troy.
O metal dourado permaneceu operando com sinal negativo durante a maior parte da sessão, recuando abaixo de US$ 4.100 na mínima do dia, em US$ 4.046,2. Contudo, nos últimos minutos da sessão, os metais assumiram tendência de alta após comentários de Trump.
Durante a madrugada, EUA e Irã trocaram ofensivas. Relatos também apontam que os iranianos se reuniram com representantes dos Emirados Árabes Unidos para negociar.
O TD Securities explica que o ouro se aproxima do “ponto de ruptura”, com o próximo gatilho de venda abaixo do nível chave de US$ 4 mil.
“Com uma onda de vendas em potencial podendo piorar uma possível queda, e com a inflação impulsionada pelo setor de energia ainda representando um risco macroeconômico bastante considerável, o metal amarelo está flertando com o risco de uma perda significativa de grande parte da alta prevista para 2025”, afirma a consultoria.
Na mesma linha, o XS.com aponta que o mercado permanece preocupado com o efeito inflacionário da forte alta da energia causada pela guerra no Oriente Médio, acarretando em maiores apostas de alta nos juros antes do final do ano – previsão que pressiona o ouro.
Em meio às preocupações com o choque inflacionário, o mercado acompanhou também os resultados do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que avançou além das expectativas.
*Com informações de Dow Jones Newswires



