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Tarcísio, sobre fim da escala 6×1: Precisamos discutir produtividade e ajuste nas contas

O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a se posicionar contra o fim da escala de trabalho 6×1 e criticou nesta segunda-feira, 1º, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 27, e agora será analisada pelo Senado.

As declarações foram feitas em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM. Segundo Tarcísio, o Brasil precisa discutir prioritariamente o aumento da produtividade e o ajuste fiscal, e a proposta pode trazer impactos negativos para ambos os objetivos.

“Quem garante que ‘esse cara’ não vai ser demitido? Já que tem que manter o salário, a empresa não contrata uma pessoa por um valor menor? E aí, a gente vai acabar prejudicando aquela pessoa que, em tese, está feliz porque vai ser beneficiada”, disse o governador. “Será que as pessoas, o governo, estão sendo honestos com essa pessoa? Essa é a minha dúvida.”

O chefe do Executivo paulista afirmou ainda que, embora a ideia de trabalhar menos sem redução salarial seja atraente, é preciso avaliar sua viabilidade prática. Segundo ele, a mudança pode provocar demissões, incentivar a informalidade e, em última instância, reduzir a proteção social de quem trabalha.

“Ela (a pessoa) vai ter que fazer um bico, porque a massa salarial vai cair. Ela vai ter que trabalhar aquele dia de folga em outro lugar”, continuou. “A gente está falando que isso pode causar inflação. Então, tem uma série de coisas que precisavam ser vistas, que eu não sei se estão sendo vistas com a responsabilidade que precisavam.”

A PEC deverá passar por análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se receber parecer favorável, a PEC segue para o plenário do Senado, onde precisará ser votada em dois turnos. Em cada uma das votações, a proposta precisa do apoio mínimo de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos favoráveis.

Na Câmara, o texto foi aprovado por 472 a 22 no primeiro turno – precisava de pelo menos 308 votos para passar. No segundo turno, foram 461 votos a 19.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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