O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou, às 9h25 desta sexta-feira (29), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
A sessão marca o quinto dia de audiências do caso, que mobiliza a opinião pública desde a morte da criança, de apenas 4 anos. Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Nesta etapa do julgamento, o foco está nos depoimentos técnicos de profissionais da área médica. Foram ouvidos os médicos Luiz Carlos Prestes e Luiz Airton Saavedra de Paiva, cujas análises são consideradas fundamentais para esclarecer aspectos relacionados às lesões sofridas por Henry e à dinâmica dos fatos apresentados ao Conselho de Sentença.
Após dias marcados por relatos emocionantes e testemunhos considerados decisivos para o andamento do processo, o júri avança para uma fase voltada à análise técnica das evidências. A expectativa é de que os depoimentos contribuam para aprofundar o entendimento sobre as circunstâncias que envolveram a morte do menino.
Em publicação nas redes sociais, o Advogada e assistente de acusação no caso Cristiano Medina da Rocha destacou a importância da etapa atual do julgamento. Segundo ele, “a escuta dos profissionais da área médica é essencial para esclarecer aspectos técnicos, reforçar a busca pela verdade real e permitir que o Conselho de Sentença compreenda, com responsabilidade, a gravidade das lesões”.
Ainda na publicação, ele afirma que discutir o caso Henry Borel é também tratar de temas como justiça, infância, dignidade humana e direitos das vítimas. “Nenhuma criança pode ser silenciada pela violência e nenhuma vítima deve ser esquecida pelo sistema de justiça”, escreveu.
O julgamento segue sem previsão de encerramento.



