Os preços médios do etanol hidratado caíram em 17 Estados e no Distrito Federal, subiram em cinco e ficaram estáveis em três na semana de 3 a 9 de maio. Não houve cotação no Amapá. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol recuou 2,63%, para R$ 4,44 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço caiu 2,80%, a R$ 4,17 o litro.
As únicas altas porcentuais na semana foram registradas no Piauí (0,20%), para R$ 4,97 o litro; no Rio Grande do Norte, para R$ 5,76 o litro (3,97%), no Tocantins, para R$ 5,38 o litro (0,19%), no Amazonas, para R$ 5,35 o litro (1,33%), e no Ceará, para R$ 5,40 o litro (0,19%).
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,98 o litro, em São Paulo.
O maior preço, de R$ 6,94, foi observado na Bahia. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,17, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,76 o litro.
Competitividade
O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em apenas cinco Estados na semana de 3 a 9 de maio. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 66,77% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme o levantamento ANP compilado pelo AE-Taxas.
Em Mato Grosso, a paridade era de 65,78%; em Mato Grosso do Sul, de 65,80%, em Minas Gerais, de 69,89%, no Paraná, de 67,40%, e em São Paulo, de 63,86%.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.


