Othon Bastos adia peça por problema de saúde

O ator Othon Bastos, de 92 anos, precisou adiar as apresentações do espetáculo Não me entrego, não! após enfrentar um problema de saúde. A informação foi divulgada nessa quinta-feira 7, pela equipe do artista.

Por conta da recuperação, Othon ficará temporariamente afastado dos palcos. As sessões da peça que aconteceriam entre os dias 14 e 24 de maio, na Caixa Cultural Brasília, foram remarcadas para o período entre 6 e 14 de agosto. Em comunicado, a assessoria agradeceu a compreensão do público diante da mudança.

Segundo a nota divulgada nas redes sociais do ator, Othon Bastos sofreu o rompimento de um tendão da perna, o que comprometeu sua locomoção e exigirá repouso nas próximas semanas.

“Othon rompeu um tendão da perna, está com mobilidade reduzida e, portanto, fora dos palcos nas próximas semanas”, informou a equipe do artista.

Apesar do afastamento temporário, a expectativa é que o ator retome normalmente a turnê do espetáculo em agosto.

Espetáculo revisita mais de 70 anos de carreira

Em cartaz desde 2024, Não me entrego, não! é um monólogo criado especialmente para celebrar a trajetória de Othon Bastos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Desde a estreia, o ator vem percorrendo diferentes cidades do País com a montagem, que já passou por diversas capitais brasileiras.

Escrito e dirigido por Flávio Marinho, o espetáculo mistura memória, teatro e bastidores da cultura nacional ao revisitar momentos marcantes da vida e da carreira do artista. Em cena, Othon revive experiências no cinema, na televisão e nos palcos, além de refletir sobre temas como arte, política, amor e trabalho.

A peça também deu origem ao livro homônimo Não me entrego, não!, que reúne o texto do monólogo e homenageia os 91 anos de vida e mais de sete décadas de carreira do ator.

Uma trajetória histórica na cultura brasileira

Com mais de 70 anos dedicados às artes, Othon Bastos construiu uma das carreiras mais importantes da dramaturgia nacional. O artista ganhou projeção internacional ao interpretar Corisco no clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol, dirigido por Glauber Rocha.

Ao longo da carreira, participou de dezenas de novelas, séries, peças e filmes marcantes do cinema brasileiro, incluindo Central do Brasil, O Pagador de Promessas e Império.

No teatro, esteve em montagens de clássicos como Auto da Compadecida, Um Bonde Chamado Desejo e As Três Irmãs. Reconhecido por diferentes gerações, o ator acumula prêmios importantes e segue como uma das figuras mais respeitadas da cultura brasileira.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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